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terça-feira, 30 de julho de 2013

Os últimos dias da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) mobilizam mais pessoas, milhões delas: em Copacabana, local da Vigília com o Papa, estiveram presentes 3,5 milhões de peregrinos.

Parte dos paroquianos de Sant'Ana estiveram neste momento significativo da JMJ. Alguns, por conta da extensa programação, não aguentaram e ficaram em casa (uma minoria). Disputando um lugar à praia, todos levaram seus colchões e todo o material que precisariam. Com muita confiança, alegria e preparados para passar a noite, juntamo-nos em grupo para que participássemos da Vigília. Após a programação, o momento de adoração ao Santíssimo e a bênção, dormimos sob um frio intenso à beira-mar... Cansados, só não vimos o tempo passar e quando nos demos conta, já era 5:30h e aos poucos o sol já começava a aparecer numa das praias mais bonitas do Brasil.

Após o lanche, começamos a preparação para a Missa com o Papa Francisco. Disputando um lugar com outros peregrinos, pela 3ª vez (assim como muitos de nossa Paróquia) tive oportunidade de ver de perto o Pontífice e fotografá-lo. Uma emoção sem precedentes e que enche o coração de quem o vê de muita paz. 

Após o início da Missa, fui encontrar com o restante do grupo que preferiu ficar em casa e retornar no domingo. Na mídia, noticiava-se a quantidade de roubos e furtos a peregrinos. Para tanto (e achando ser mais seguro, pela quantidade de pessoas que estavam na Praia), deixei minha bolsa com a câmera fotográfica junto ao grupo. Aproximando-se o momento do ofertório, a organização da JMJ reorganizou o espaço na praia para facilitar o percurso dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística. Assim, o grupo da Paróquia mudou de lugar e não consegui encontrá-los.

Todas as vezes que chegávamos à Copacabana, já tinhamos um ponto de referência. Voltei ao ponto e encontrando alguns jovens da Paróquia, informaram-me que minha mochila estava com uma pessoa do grupo. Voltando várias vezes ao local, telefonando e mandando mensagens, não conseguia comunicação com as pessoas que possivelmente estariam com minha bagagem. Confiando nas informações, voltamos para casa. Depois de 2 horas de metrô e trem, o susto: minha mochila havia ficado para trás, possivelmente na hora de mudarem de lugar em Copacabana. Com todas as fotos da Vigília e da Missa de encerramento, a câmera também ficou, infelizmente. 

Agora, através da Central do Peregrino e da Polícia, tento recuperar o que perdir. Além da tristeza pela perda da câmera, fico mais triste pelas fotos contidas nelas, já que não tem como tirá-las novamente. O tempo não volta...

sábado, 27 de julho de 2013

Papa saudando os féis em Copacabana... Praticamente todos os peregrinos da Paróquia Sant'Ana tiveram
possibilidade de vê-lo de perto.
A Jornada Mundial da Juventude é tudo um pouco e um pouco de tudo: encontro com milhões de jovens, momentos de oração, canção, louvor, catequese e o tão esperado encontro com o Papa.

Aguardando a passagem do Santo Padre: lugar privilegiado.
Começamos o dia fazendo um voto: teríamos que ver o Papa. Esse voto fez com que não participássemos da Catequese com o Bispo (embora com uma dor muito grande no coração). Pegamos o trem, o metrô e depois o ônibus, que foi melhor porque nos possibilitou ver muitas paisagens que os outros dois veículos não permitem. Seguimos direto pra Copacabana e lá nos posicionamos o mais próximo que pudemos, já que como era cedo, tinha poucas pessoas - embora não tenha sido fácil. Abdicamos do almoço e ficamos no sol, na praia, a fim de cumprir o objetivo definido desde cedo.

Como acontece sempre que estamos desconfortáveis, o tempo parecia que não passava. Quem saia do seu lugar, o perderia. Por isso, ficamos das 12:00h até às 17:00h, quando o Santo Padre chegou e passou por meio de nós. A maioria dos fiéis da Paróquia Sant'Ana tiveram oportunidade de vê-lo. O Papa Francisco deslocou-se até o altar principal, de onde acompanhou a encenação da Via-Sacra. Contextualizando os últimos passos de Jesus com a vida dos jovens, milhares de pessoas acompanharam as cenas, meditando as passagens dos Evangelhos.
Filas que dobravam quarteirões atrapalharam a chegada dos peregrinos aos seus longínquos destinos
Após o término, nossa alegria em ver o Papa confrontou-se com a tristeza de enfrentar filas que dobravam quarteirões e quarteirões. Sem uma direção certa, e às vezes sem orientação segura, acompanhávamos os outros peregrinos. Filas e mais filas nos aguardavam e ao adentrar o terminal do metrô nos deparávamos com veículos lotados. A chuva fina que caiu na parte da noite atrapalhou um pouco, mas demos graças a Deus quando chegamos ao bairro Padre Miguel e nos encontramos com as famílias que nos acolhem. 

Com a mesma disposição de hoje, amanhã (27) faremos um passeio pela cidade na parte da manhã e à tarde iremos à Copacabana, já preparados para a Vigília com Francisco. 

Fotografia: Lourival Albuquerque

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Multidão aguardando a passagem do Santo Padre. Até as árvores foram usadas para poder vê-lo.
Hoje (25) o dia começou com mais um momento vibrante de Catequese, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Após momentos de louvor, animação e muita alegria, os jovens fizeram um momento de oração, que antecedeu a chegada do bispo catequista.

Após esse primeiro momento, os jovens receberam na Comunidade a Dom Dimas Lara Barbosa, que ministrou a catequese com o tema voltado à missão. O bispo, que nasceu em Boa Esperança-MG em 1º de abril de 1956 é o atual secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Dom Dimas ouve a pergunta de um jovem peregrino
Sua nomeação episcopal foi no dia 11 de junho de 2003, sendo ordenado no dia 02 de agosto de 2003 em Boa Esperança. Foi membro delegado pela CNBB da Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho (2007). Na 45ª Assembléia Geral da CNBB, ocorrida em Itaici, Indaiatuba, entre 1 e 9 de maio de 2007, foi eleito secretário-geral da CNBB.

Com uma mensagem muito positiva aos jovens, o bispo convidou um jovem para dar um testemunho e ouviu perguntas dos jovens, respondendo a todos com muita profundidade e carinho. Logo após, presidiu a celebração com a presença de outros sacerdotes participantes da JMJ. 

Ao ser concluída a Missa, pegamos o trem e o metrô para nos dirigirmos à Copacabana, onde os jovens de todo mundo acolheriam o Santo Padre. Num percurso longo, com veículos e centrais lotados, chegamos ao destino depois de um longo tempo, onde milhares de peregrinos já haviam dirigido-se aos melhores lugares. Paramos e enfrentamos uma longa fila para almoçar às 16:00h. A seguir, fomos ao local do principal evento. Pelo grande palco montado, passaram vários artistas, que balançaram o coração dos peregrinos da JMJ. 
Paroquianos de Sant'Ana na fila para o almoço (às 16:00h e depois de andar muuuuito)

Ao chegar em Copacabana, o Papa Francisco ouviu o grito de entusiasmo dos jovens do mundo inteiro. À medida que isso acontecia, mais pessoas corriam pelas ruas e ocupavam os poucos espaços que ainda restava na praia. Quem teve a sorte de vê-lo (não foi o nosso caso), saiu satisfeito em poder participar desse momento histórico.

O que se viu foi uma disputa frenética (mas sem violência) pelo espaço onde passaria o papamóvel. Até em árvores as pessoas subiram para ver Francisco. Decepcionados por não ter tido espaço para ver o Papa, decidimos sair logo da Praia e pegar o metrô de volta para casa. Uma multidão já dava voltas e voltas no quarteirão que dava acesso ao metrô. Imprensados, voltamos para casa e aguardamos com esperança uma nova oportunidade de ver o Pontífice. 

Fotografia: Lourival Albuquerque
Dom Irineu: "Pior do que uma igreja vazia, é uma igreja cheia de gente vazia"
 Hoje começou um momento muito especial para os jovens que participam da JMJ: as catequeses, distribuídas em diversos pontos do Rio de Janeiro.

Conduzidas cada uma por um bispo, as catequeses são oportunidades dos peregrinos aprofundarem-se em diversas temáticas, principalmente aquelas que dizem respeito ao tema da JMJ. No caso dos jovens da Paróquia Sant’Ana, o encontro aconteceu na própria Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, iniciando às 08:00h, depois do café da manhã.

Para nós, foi convidado Dom Irineu Danelon (SDB), da cidade de Lins-SP. Nascido aos 04 de Abril de 1940 (Piracicaba); Ordenado Presbítero aos 16 de Setembro de 1967; eleito Bispo Diocesano aos 02 de Dezembro de 1987; Ordenado Bispo aos 31 de Janeiro de 1988 e tomou posse na Diocese como 7º Bispo Diocesano, aos 27 de Fevereiro de 1988. Fundou e acompanha a Pastoral da Sobriedade, que lida com dependências do álcool e outras drogas. É salesiano, tendo sido colega do padre Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova, grande expoente da Renovação Carismática Católica (RCC) no Brasil, além de apresentar o programa “Sobriedade Sim”, na TV Século XXI.

À sua chegada, chamou todos os padres e diáconos presentes para a concelebração. Padre Cláudio e o Diácono Auriélio também auxiliaram, depois de apresentados à Comunidade.

Matriz do Sagrado Coração de Jesus repleta de jovens durante a Catequese
 Antes do início da catequese, aconteceu um momento muito legal de animação e louvor. Praticamente nenhum peregrino ficou parado: louvando, bendizendo e agradecendo ao Senhor tantas maravilhas, todos reafirmaram sua fé, através das palavras positivas e cheias de vida do bispo, que tem uma maneira muito juvenil de falar com as pessoas, sempre colocando exemplos, histórias e causos para evangelizar. Iniciou sua fala dizendo: “Deus nos colocou no mundo para os outros. Você já salvou alguém? Às vezes sabemos o caminho, mas não o indicamos aos outros. Se você deixa alguém morrer quando se pode salvar é tão criminoso quanto aquele que mata”. Seu exemplo de vida, mais do que suas palavras encantaram aqueles que o conheceram. Referindo-se ao trabalho com aqueles que lutam contra as drogas, indicou um novo caminho para a juventude católica: fazer seu trabalho por mais difícil que seja! O importante é fazer a sua parte. E contou a história de Madre Teresa de Calcutá: um jornalista perguntou à religiosa: “É verdade que você já tirou mais de quarenta mil mendigos das ruas?”. Em sua simplicidade, respondeu: “Não sei...”. E prosseguiu o jornalista: “Como você fez isso?”. E ela respondeu: “Não foram todos juntos, mas um por vez!”.

Após a catequese, foi aberto espaço para que os interessados tirassem dúvidas, fizessem pergunta ao bispo... Após esse momento, todos foram preparados para a celebração da Santa Missa. Solenemente presidida, foi um momento riquíssimo de reafirmação da fé, de celebração e de agradecimentos. Em sua homilia, Dom Irineu falou diretamente aos jovens sobre participação, fé, amor de Deus e o serviço desinteressado à Igreja.
A Missa foi presidida por Dom Iriineu e concelebrada por outros sacerdotes e diáconos
Após a missa, fomos para o Centro. Alguns peregrinos visitaram o Cristo Redentor, enquanto outros passearam por algumas ruas da cidade. À noite, todos encontraram-se em suas casas, para dormir e preparar-se para a longa quinta-feira (25), quando haverá a acolhida do Papa.

Fotografia: Lourival Albuquerque

terça-feira, 23 de julho de 2013

Paroquianos bacabalenses presentes na JMJ Rio 2013.
Depois de passar uma noite agradável na casa da família que nos acolheu, no Bairro Padre Miguel, logo pela manhã seguimos para a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, onde pegamos nosso café da manhã.

Jovens da Paróquia Sant'Ana e um grupo de australianos:
mesmo sem entender o idioma, se entendem pela linguagem
do amor e da fraternidade.
Após o café, e uma conversa, fomos chamados por Irmã Ísis e Padre Cláudio para combinarmos alguns detalhes: recebemos os tickets alimentação e transporte e decidimos que iríamos para Copacabana... Saindo da Paróquia, embarcamos em um trem e em seguida em um metrô: a multidão tomou conta do Rio, uma verdadeira manifestação!!!! Manifestação de fé, de amor, de paz e de muita, muita fraternidade. Mesmo sem se conhecer, todos são amigos, são irmãos... Mesmo que não saibamos nada do idioma do outro peregrino, nos comunicamos pela linguagem do amor e da crença em um Deus maravilhoso e que nos chamou para nos encontrarmos aqui. Por todos os lugares o que se vê são brasileiros, argentinos, paraguaios, japoneses, chilenos, bolivianos, franceses, alemãos e uma infinidade de outras nações aqui representadas. Palavras de ordem, como "Somos a juventude do Papa", "Viva o Papa" são a todo momento repetidas nas ruas.
Fila até para os banheiros
Após muita andança, descobrimos um grande problema: os poucos lugares credenciados para nos fornecer refeições não são bem sinalizados, o que faz com que gastemos muito tempo a procurá-los. Sem falar na quantidade de pessoas que também estão nessa mesma procura, o que faz crescer as filas... Longas filas. Participar de uma Jornada Mundial da Juventude exige muita disposição: são horas e horas andando, procurando lugares, pessoas...

Após o almoço, fomos ao local onde aconteceu a Missa de Abertura da JMJ: aos poucos milhares de jovens ocuparam as areias da Praia de Copacabana. Em uma clima de muita alegria, foi dado início à programação, que constou de apresentações culturais e musicais. Por conta de dificuldades de acesso e de idéias, o grupo subdividiu-se, mas depois encontraram-se novamente... Quando os bispos e Dom Orani chegaram ao local da cerimônia, saimos por conta da chuva fina e principalmente pelo fato do metrô e trem ficarem lotados quando acabasse a Missa. Treinamos para o dia em que o Papa Francisco chegar... De fato, nossa idéia estava correta: estava uma fila quilométrica para ingressar no metrô. A sorte é que a organização do evento fez assim: foi melhor que todos quererem embarcar ao mesmo tempo e tumultuar.
Representantes da Paróquia entre milhares de outros jovens de várias nações
Após pegar novamente o metrô e um trem, finalmente chegamos ao nosso destino e aqueles que ainda estavam sem um lugar na família para ficar, também foram recebidos de braços abertos como nós. Amanhã será um dia de catequese e ficaremos sabendo o restante da programação. 

Fotografia: Lourival Albuquerque

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Recebendo o kit peregrino
Após o embarque, às 13:30h, os peregrinos de vários lugares embarcaram rumo ao Rio de Janeiro. A Diocese de Bacabal estava em peso: leigos, sacerdotes, religiosos e religiosas.

Por um problema de comunicação, não consegui embarcar o tripé que comprei com tanto carinho para ajudar-me nas fotografias. Não era permitido o embarque. Mas tudo bem! O vôo seguiu sem problemas, apenas com pequeninas turbulências que não atrapalharam em nada a viagem. 

Imagem do Sagrado Coração de Jesus,
na Paróquia que nos acolheu
O céu muito bonito parece que saudava o Papa Francisco. Às 16:20h desembarcamos no Aeroporto do Galeão e há cerca de 25 minutos ele também tinha desembarcado. Nosso maior problema foi o transporte até o Bairro Padre Miguel... A diferença de preços entre as empresas de táxis é imensa. Optamos pela mais barata, mas também segura. O trânsito intenso fez com que o percurso de meia hora fosse feito em 2 horas. 

À chegada na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, fomos recebidos literalmente de braços abertos pelo Cristo. Já havia iniciado a missa, que foi presidida por Padre Cláudio (FAM) e Padre Ronny. Após a missa, recebemos nossos kits peregrinos e fomos divididos nas famílias. No bairro estão várias pessoas da Paróquia Sant'Ana: Irmã Ísis, Lucilene, Laize, Campos, Carlos, Carla, Marcones, assim como também o Diácono Auriélio, Nuala, Rafaela e outras que vamos encontrar amanhã (23) e que já chegaram a algum tempo e já estão em suas respectivas famílias. 

Também fomos bem acolhidos: estamos na casa de uma família na vizinhança e amanhã acordaremos cedo para o café da manhã. Veremos também a programação.

Fotografia: Lourival Albuquerque
João Gabriel, Joana, Nersi, Sônia, Cleidiane e Lourival
São Luis-MA, às 11:00h: Já estamos a caminho do Rio de Janeiro para participar do momento mais especial para os jovens do mundo inteiro: o encontro com o Papa Francisco.

Saímos de casa às 05:30h e já estamos no Aeroporto Marechal Cunha Machado, em São Luis-MA. Aqui encontramos um grupo de Bacabal, composto de João Gabriel, Nersi, Joana e Sônia. Logo na chegada, fomos recebidos por uma equipe de televisão, que conversou conosco sobre essa grande experiência. Todos foram entrevistados. 

No momento do check-in, porém uma surpresa desagradável: Necy esqueceu sua identidade (trouxe somente xerox), o que a impediu de despachar suas bagagens. Partiram para uma delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência, e então seguir viagem. Deu tudo certo, graças a Deus.

Outros peregrinos também encontram-se aqui à espera do vôo que parte às 13:10h.

Fotografia: Lourival Albuquerque

sábado, 20 de julho de 2013

Antes da partida, um momento de oração conduzido por Dom Armando e Frei Ribamar.
Saíram na manhã deste sábado (19), 42 jovens rumo ao Rio de Janeiro, onde acontecerá a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), da qual participarão. 

Saudade: o abraço de despedida da mãe.
Após muitas tentativas de participarem da JMJ, infelizmente muitos de nossa Paróquia não puderam seguir viagem, principalmente por questões financeiras. Assim, abriram espaço no ônibus para pessoas de outras paróquias: Dos 42 passageiros, 15 são de Sant’Ana. 

Logo às 08:00h, os primeiros peregrinos já começavam a chegar no campo da matriz, onde aguardaram o veículo. O Bispo Diocesano, Dom Armando Martin Gutierrez e o Administrador Paroquial - Frei Ribamar Cardoso – estiveram presentes conversando com os peregrinos. Após algumas orientações, convidaram para um momento de oração e em seguida pronunciaram a bênção, pedindo a intercessão dos padroeiros e a proteção de Jesus. 

Para alguns, será a primeira vez que viajam sozinhos e ficam longe tanto tempo de casa. Os familiares acompanham até a matriz e após os abraços de despedida e até lágrimas – principalmente de mães -, o ônibus partiu levando consigo jovens com um grande ideal: de servir a Jesus e a sua Igreja de todo o coração. 

A outra grande parte dos participantes da JMJ segue de avião. A previsão é de os que saíram de ônibus cheguem na segunda-feira (22). Que o Senhor os levem e os tragam em paz! 

Seguiram de ônibus:

01. Alessandra Vale de Araújo
02. Ana Flávia Uchoa Silva
03. Charles Oliveira da Cruz
04. Cirlene Silva Fereira
05. Daniele dos Santos Amorim
06. Daniele Rodrigues da Silva
07. Eduardo Mateus Gomes Pereira
08. Edvânia Verginia da Silva
09. Elivandro da Conceição
10. Elton de Lima Silva
11. Eva Vilma Sousa de Lima
12. Fabiana Caxias Coutinho
13. Francisco das Chagas Machado de Morais
14. Januária Ferreira Costa
15. Jardel Mendes de Sousa Correia
16. Jefferson Marley dos Santos Nascimento
17. João Paulo da Silva Gomes
18. José Araújo dos Santos
19. Josias André Silva Paiva
20. Joyce da Conceição Marinho
21. Juniel Leão Costa
22. Kleberthy Weslley Sousa França
23. Leonel de Castro Santos
24. Letícia Pereira Marinho 
25. Lívia thaís amorim de Olveira
26. Maria Camila dos Santos Moraes
27. Maria Carla dos Santos Moraes
28. Maria Gorere Oliveira Vitorino
29. Mariana Machado de Morais
30. Nathecya Rocha
31. Nélia de Jesus Mendes Vale
32. Noelia de Lourdes Vale Vaz
33. Obede Ribeiro Sousa
34. Patrick Lemos de Aguiar
35. Paulo de Brito Ferreira
36. Roberto Lima Dias
37. Romário Lima Silva
38. Rosienia Barbosa Sales
39. Thiago de Sousa Lima Oliveira
40. Valdimara Moreira da Silva
41. Walberth Ricardo Lopes Pinto
42. Luzilene Ferreira de Sousa

terça-feira, 9 de julho de 2013

Minha paixão por fotografias e pela escrita fizeram-me sentir vontade de partilhar com todos as experiências que viveremos no Rio de Janeiro, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Propus-me a escrever o “Diário de um Peregrino”, a partir do dia 22. Nele, relatarei (prometo que de forma breve) aquilo que de melhor encontrar por lá. 

Longe de mim a pretensão de fazer deste um espaço só meu. O que acontecerá, na realidade, é que trará tudo o que acontece com o grupo de peregrinos da Diocese e da qual faço parte.

Com a fé no coração e a minha (inseparável) câmera na mão, convido a todos, principalmente os que não tiverem a oportunidade de estar conosco, acompanhar-nos nesta aventura de fé.

Esta será a 2ª Jornada Mundial da Juventude que participarei. A primeira foi em 2011, em Madrid (Espanha), a qual refiro-me a seguir:
Lourival Albuquerque

O QUE VI NA JMJ MADRID 2011
Rumo ao lugar central da JMJ, o Aeroporto de Cuantro Vientos, em Madrid
Participar de uma Jornada Mundial da Juventude (JMJ), encontrar com milhões de outros jovens e ficar perto do Papa, como diz a propaganda do Mastercard “não tem preço”.

Infelizmente, nem todos os jovens têm essa oportunidade. Primeiro, porque as JMJ’s só acontecem em intervalos de 02 ou três anos; segundo, por conta de vários impedimentos, dentre os quais pesa mais o financeiro. Aconteceu isso com vários amigos da Paróquia que almejaram e não conseguirão realizar o sonho de participar desse grande evento.

Chegada ao Aeroporto de Frankfurt, Alemanha
Tive a graça de participar da Jornada Mundial da Juventude de Madrid (Espanha), em 2011, juntamente com outras companheiras de caminhada. Quando recebi a notícia de que iria fiquei sem chão e não consegui acreditar na possibilidade naquele momento. Foi necessário um tempo para voltar a mim mesmo. Após os dias de preparativos, muita expectativa, chegou o grande dia. Com a ajuda da Franziskaner Mission, Maria, Letícia, Gabriely e eu chegamos primeiramente à Alemanha, onde fomos recebidos de braços abertos por parceiros (verdadeiros anjos), que nos ajudam em projetos sociais em nossos bairros - Trizidela e Pantanal. Da chegada dia 07/08/2011 até o dia 09 tivemos a oportunidade de encontrar pessoas magníficas, que mesmo sem nunca ter-nos visto pessoalmente, abriram seus corações e nos acolheram, como filhos. Nos sentimos em casa, apesar da dificuldade de comunicação por causa do idioma – embora tivesse quem nos ajudasse nesse sentido -, também pelo clima (muito diferente do nosso), assim como pela culinária, que nem de longe parecia com a que estávamos acostumados, embora tudo muito bem feito e delicioso. Isso tudo não impediu que nos transformássemos em família e nos sentíssemos bem (muito bem).

A despedida em San Adrian, na Espanha
Após pegarmos um ônibus com mais amigos e peregrinos alemãos, percorremos 24 horas de estrada, passando pela Holanda, Bélgica, França – e famosa París - e  chegamos dia 11 à San Adrian, uma cidade acolhedora onde “nada é estrangeiro” (dizia uma placa de boas vindas), na Província de Navarra, Espanha. Lá, vivemos com intensidade a Pré-Jornada. E não poderia ter sido melhor e mais significativo em nossas vidas.  Com seu povo acolhedor, não demorou muito nos sentirmos novamente em casa. As famílias que nos acolheram deixaram marcas profundas em nossas vidas, principalmente em nossos corações, até os dias de hoje, quando nos recordamos de sua alegria e carinho. Passeios, celebrações, momentos de oração, descontração e muita, muita amizade, marcaram nossa passagem por este lugar tão cheio de Deus. A despedida encheu de lágrimas os olhos tantos dos peregrinos quanto daqueles a quem já chamávamos de “pais”. Era o dia 15 de agosto. Tínhamos que partir para Madrid, onde no outro dia iniciava-se a JMJ.

Junto à comitiva do Japão, no caminho da cidade de Javier,
na Espanha 
Vendo pela janela do ônibus as mais lindas paisagens (muitas delas parecidas com as do Brasil), chegamos no final da tarde no alojamento, um ginásio poliesportivo que ficou repleto de jovens. A partir de então, iniciava a nossa jornada, propriamente dita. Todos os dias saíamos da cidade de Cerceda, nos arredores de Madrid, para momentos de catequese, oração, celebrações e passeios. Lugares e momentos lindos até hoje permeiam nossas mentes. O Parque do Retiro, no centro de Madrid, foi um lugar especial, onde sempre estávamos. A Missa de Abertura, próxima a esse local, deu um tom jamais visto a cada um de nós: estávamos mesmo na JMJ. Um vai-e-vém de peregrinos na cidade aos poucos iam enchendo os locais de catequese,  celebrações e vivências. E cada vez mais amizades fazíamos... o idioma novamente dificultava as coisas, mas a linguagem do coração, do amor, da fé e os gestos de carinhos, as trocas de lembranças de outros países pelas do Brasil... Tudo isso nos alegrava muito!

À medida que ia chegando o dia da Vigília com o Papa Bento XVI, íamos também ficando mais ansiosos. Estar perto do Santo Padre deveria ser uma sensação muito boa, porque apesar da idade avançada que tinha, passava uma mensagem muito positiva – era e continua sendo um jovem de coração. No dia 21, quando nos dirigíamos ao aeroporto de Cuatro Vientos, encontrávamos milhares de jovens dirigindo-se para o mesmo lugar. O calor da Espanha, o sol de rachar e a distância não nos desmotivaram. Até o Corpo de Bombeiros ajudava os peregrinos, jogando água, refrescando nossa vida e nos ajudando a caminhar.

À chegada ao local destinado, uma surpresa: os portões fechados nos impediram (assim como a muitos outros) de adentrar a parte mais central do aeroporto, onde com certeza dava pra sentir mais de perto o calor de mais de  milhões de pessoas. Contentamos-nos com o telão, tendo em vista a quantidade de pessoas que ali se encontravam na parte mais interna, e era tanta gente que quem entrava queria sair e quem estava do lado de fora – como nós – queria entrar.

Multidão concentrando-se para a JMJ (parte externa)
À medida em que o tempo passava, também o clima não ajudava. O sol forte e à pino às 07 horas da noite (isso mesmo!!!), aos poucos era coberto por nuvens de chuva. O vento começava a correr freneticamente e arrastava para longe a poeira e também as barracas de muitos peregrinos. Era muito bonito ver no telão Bento XVI falando aos jovens enquanto os ventos contrários queriam impedi-lo. Lutando contra a tempestade, demonstrou mais uma vez o quanto de juventude tinha. A maioria dos jovens, vendo seu exemplo, também não arredou seus pés e permaneceu em vigília, oração e adoração durante toda a madrugada.

Pela manhã, e com o clima melhor, o Santo Padre pôde concluir, enfim, aquele momento rico e que trouxe alento ao coração de tantas pessoas. Em nosso ônibus, retornávamos ao ponto inicial de nossa jornada: teríamos agora um tempo maior para conhecer nossos parceiros, conversar, sentir o clima e vivenciar mais de perto um mundo que talvez – ou nenhuma – outra oportunidade teremos.

Família italiana que nos acolheu na Alemanha
Durante mais 08 dias nos tornamos mais próximos de muitas pessoas: era a nossa família. Mencionar o nome de algum ou outro seria tão fácil, mas é difícil, porque corremos o risco de esquecer pessoas tão especiais.  Daqueles a quem conhecemos durante a primeira parte da viagem, ficou a saudade e o desejo sincero de um dia encontrá-los novamente. Agora fazem parte de nossa história.

31 de agosto foi a nosso último dia de viagem. Por fim, o que a JMJ nos ensinou? Respondo por todos aqueles que compartilharam comigo esse momento: ensinou que o amor é muito mais gesto do que palavras (não foi necessário entender e nem ser entendido no idioma para sentir isso); que o jovem quer encontrar Deus e ser encontrado por Ele; que temos capacidade de amar e acolher, sem nem mesmo conhecer a pessoa; que há muitos necessitados da mensagem de Jesus; que podemos ser instrumentos nas mãos de Deus, vasos nas mãos do Oleiro; que o mundo tem necessidade de conhecer e amar Jesus Cristo. E, finalmente, que quem participa de uma Jornada não quer ficar somente nela! Quer sempre mais! Por isso, estarei no Rio de Janeiro! Nos encontraremos lá! e aqui também neste site. Um grande abraço!

Veja algumas das fotografias:
Chegada à Alemanha até o início da viagem à Espanha
Pré-Jornada em San Adrian até a JMJ em Madrid
Retorno à Alemanha e visita às crianças parceiras na Ilha de Ameland, Holanda
Fotografia: Lourival Albuquerque