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quarta-feira, 13 de março de 2013

Fumaça preta indica que os cardeais ainda não
chegaram a um consenso sobre o novo Papa
Os cardeais reunidos na Capela Sistina, no Vaticano, não conseguiram eleger o novo Papa nas duas eleições da manhã desta quarta-feira (13), segundo dia do conclave, na Capela Sistina. Outras duas votações estão marcadas para o período da tarde, após o almoço dos 115 cardeais eleitores na Casa de Santa Marta.

A fumaça preta se ergueu da chaminé da Capela Sistina, onde ocorre a reunião secreta dos cardeais, por volta das 11h40 locais (7h40 de Brasília), indicando que nenhum participante obteve a maioria de dois terços dos votos necessária para eleger o novo pontífice.

 Mais duas votações devem ocorrer à tarde, após o almoço, e a expectativa é que nova "fumaça" se erga por volta das 19h locais (15h de Brasília).

Na única votação da véspera, também não houve nenhum cardeal com mais de 77 dos 115 votos possíveis.

Segundo os vaticanistas, a primeira votação serve para "colocar os nomes na mesa" e definir quais os cardeais que estão realmente na disputa.

Há oito anos, o agora Papa Emérito Bento XVI foi eleito no segundo dia do conclave, após a primeira votação da tarde.

Fonte: Portal G1

Os cardeais eleitores começam esta quarta-feira, 13, com uma missa na Capela Paulina. A primeira reunião, com duas votações, está marcada para 9h30 (5h30 em Brasília). À tarde, se reúnem às 16h, para mais duas votações, com a fumaça saindo da Capela Sistina às 17h (13h em Brasília). Caso o Papa seja eleito na primeira das votações do turno, a fumaça branca sairá antes da hora. 

No primeiro dia de Conclave, os cardeais eleitores retornaram à noite à Casa Santa Marta, onde estão hospedados, após três horas de reunião e a primeira votação terminar com a fumaça preta, indicando que não houve o consenso de 2/3 dos votos para eleger o novo Pontífice. 

Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa, revelou aos jornalistas que os cardeais estavam “com boa disposição” e que “o clima era muito sério e religioso”. “O ambiente da Sistina, com sua solenidade, contribui para isso. Os cardeais estavam extremamente conscientes da importância e do dever a que são chamados, pois vivemos um momento muito importante”.

Depois do primeiro voto, todos foram para a Casa Santa Marta, onde jantaram às 20h massa com tomate, sopa, verduras e queijos. Eles permanecem isolados, sem algum contato com o mundo externo - sem telefone, televisão ou internet, até a eleição. 

Se o resultado for negativo até sexta-feira, os cardeais terão sábado um dia oração, e retomam as reuniões no domingo. Para ser escolhido, o novo Pontífice deve obter maioria de dois terços, pelo menos 77 votos.

terça-feira, 12 de março de 2013

Fumaça preta indicou que os cardeais ainda não chegaram a um consenso
Os cardeais reunidos no conclave na Capela Sistina, no Vaticano, não conseguiram escolher o novo Papa, na primeira votação realizada nesta terça-feira (12).

A fumaça preta se ergueu da chaminé da Capela Sistina por volta das 19h40 locais (15h40 de Brasília), indicando que não houve a maioria de dois terços dos votos necessárias para eleger o novo pontífice.

O público que estava na Praça de São Pedro, sob chuva e frio, e que esperava a fumaça branca que indicaria a escolha de um novo Papa, recebeu a fumaça negra com lamentações.
Com isso, o conclave para eleger o sucessor de Bento XVI deve prosseguir nesta quarta, com duas votações pela manhã, e outras duas à tarde, até que um dos cardeais obtenha os votos necessários.

 A eleição do novo Papa ocorre após a surpreendente renúncia do agora Papa Emérito Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro e efetivada em 28 de fevereiro, criando uma situação praticamente inédita para a Igreja moderna, em que dois Papas, um atuante e outro Emérito, devem coabitar no Vaticano.

Fonte: Portal G1
Mestre de Cerimônias fecha a porta da Capela Sistina
Por volta das 12h30 desta terça-feira (12), os 115 cardeais que decidirão o nome do novo papa seguiram, em procissão, da Capela Paulina para a Capela Sistina, onde começou o primeiro dia de conclave. Chove granizo no Vaticano e o frio intenso, no entanto, não afasta fiéis e turistas, que estão reunidos na Praça de São Pedro, em frente à Basílica, com a expectativa e a curiosidade em saber quem estará no comando máximo da Igreja Católica nos próximos anos. Os cardeais irão se isolar nesta tarde, em uma das eleições mais tradicionais e secretas do mundo.

Centenas de fiéis acompanharam a missa Pro Eligendo Pontífice, nesta manhã, por quase duas horas, em telões instalados pelo Vaticano, os mesmos que a partir desta terça-feira começarão a mostrar a chaminé de onde sairá a fumaça branca anunciando que um novo Papa foi eleito. A Basílica de São Pedro, capaz de abrigar 60 mil pessoas, ficou lotada de religiosos e curiosos, das mais diversas nacionalidades. Todos se submeteram aos detectores de metais e às longas filas para garantir um lugar dentro da igreja para acompanhar a missa celebrada pelo cardeal emérito, Angelo Sodano.

A mensagem do decano do colégio cardinalício foi um pedido de humildade, "unidade da Igreja" e cooperação com o próximo papa, o mesmo desejado por muitos católicos. “Queremos implorar ao Senhor que, mediante a solicitude pastoral dos padres cardeais, queira em breve conceder outro bom pastor à sua Igreja”, disse dom Sodano.
Arte: Portal G1

A missa "Pro Eligendo Pontifice", primeiro ritual do conclave para eleger o 266º papa da história, começou nesta terça-feira às 10h locais (6h de Brasília) e durou cerca de 1h50, na basílica de São Pedro do Vaticano. Foi a última vez que os cardeais puderam ser vistos antes da eleição. Milhares de fiéis passaram horas na fila do lado de fora do templo para acompanhar a cerimônia solene em latim, presidida pelo decano do colégio cardinalício Angelo Sodano e na qual participam os 115 cardeais eleitores.

Fiéis chegaram a subir nas cadeiras para registrar a entrada e a saída dos "príncipes da Igreja", todos paramentados. Os cardeais, vestidos com seus paramentos vermelhos, entraram em procissão no majestoso templo, entoando cantos gregorianos que invocam a ajuda de Deus. A missa, exibida ao vivo para muitos países pela televisão, reuniu autoridades, diplomatas e milhares de fiéis e turistas dos cinco continentes. Dentro da Basílica, sinais de telefone e de internet foram cortados.

Ao chegar ao baldaquino, situado acima do túmulo de São Pedro, os cardeais retiraram a mitra e beijaram o altar, ficando apenas com o barrete púrpura de cardeal. Às 16h15 (12h15 de Brasília), os "príncipes da Igreja" se reunirão na Capela Paulina para uma oração e depois seguirão em procissão para a Capela Sistina, onde acontecerá a eleição.

A partir deste momento, a única indicação que o resto do mundo terá sobre o que acontece dentro do conclave será a fumaça que sairá da chaminé situada à direita da Basílica de São Pedro. Os cardeais podem decidir se uma primeira votação acontecerá ainda nesta terça-feira, mas tudo aponta que não devem chegar a um acordo rápido sobre o novo papa. A eleição do novo líder dos quase 1,2 bilhão de católicos será anunciada com a fumaça branca na chaminé da Capela Sistina.

Veja algumas fotos da cerimônia: 

 
 
 
 
 
 
 Fonte: Rádio Vaticana
O italiano Antonio Maria Vegliò, de 75 anos, precisou ser amparado
Um dos cardeais que participará do conclave passou mal durante a missa que antecedeu a primeira votação da eleição do substituto do papa emérito Bento 16, nesta terça-feira. 

O italiano Antonio Maria Vegliò, 75, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral do Emigrantes e Itinerantes, precisou ser amparado por auxiliares da igreja enquanto caía. Ele não chegou a ser retirado da Basílica de São Pedro. 

Ainda não há informações sobre o que provocou o mal estar. Na cerimônia, o decano do Colégio de Cardeais, Angelo Sodano, fez um pedido pela unidade da Igreja Católica, durante homilia. "Cada um de nós deve colaborar para a unidade da Igreja", disse Sodano em sua homilia. O cardeal tem 85 anos e não participa do conclave, mas é considerado um dos mais influentes na escolha do novo papa.

Sodano pediu que o próximo pontífice promova a paz e a caridade e expressou gratidão ao papa emérito Bento 16, que renunciou em 11 de fevereiro dizendo-se sem condições físicas para continuar. 

O cardeal chamou Bento 16 de "amado e venerado" e disse que ele fez um "pontificado brilhante". "Renovamos, neste momento, toda a nossa gratidão", disse. 

O conclave começa nesta terça-feira com a Igreja dividida e sem um franco favorito. Entre os cardeais mais cotados para ser o novo papa, estão o italiano Angelo Scola, o brasileiro Odilo Scherer e o canadense Marc Ouellet.
 
A Sala das Lágrimas, um pequeno cômodo à esquerda do altar da Capela Sistina, é um dos ambientes mais secretos do conclave. É lá que, depois da eleição, o novo Papa se dirige para vestir as tradicionais roupas brancas e vermelhas de um Pontífice.

O cômodo leva o termo "lágrimas" no nome em alusão às lágrimas de emoção derramadas pelos cardeais que foram eleitos Papa.

É um pequeno local com afrescos nas paredes e decorado com um sofá de veludo vermelho, um crucifixo-pastoral e uma pequena estátua de Nossa Senhora com o menino Jesus.

O piso é de cerâmica e a ligação entre o cômodo e a Capela Sistina ocorre através de um estreito e logo corredor. A luz é pouca, com lâmpadas viradas para o alto, e uma pequena janela com cortinas brancas.

Diante de uma escada de pedra que leva a uma outra passagem, já foi posicionado o cabideiro com as vestimentas sagradas, fabricadas pela histórica alfaiataria Gammarelli e as quais o Papa deverá vestir antes de aparecer na fachada da Praça São Pedro.

Embaixo do cabide, foram colocadas sete caixas de sapatos, de vários tamanhos, e uma caixa menor com as meias. 

Os cardeais dão início nesta terça-feira (12) ao conclave que vai escolher o novo Papa, sucessor de Bento XVI na liderança da Igreja Católica.

O processo ocorre a portas fechadas segue uma série de ritos.  Especialistas no assunto contam alguns detalhes e curiosidades.

 Foram ouvidos os padres Denilson Geraldo, professor de direito canônico da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, e Helmo Faccioli, coordenador da Comissão Litúrgica da Arquidiocese de São Paulo.

Além deles, o cardeal brasileiro Dom Geraldo Majella, um dos cinco brasileiros que com direito a votar e ser votado na próxima sucessão papal, e que já participou do conclave que elegeu o Papa Bento XVI, também falou sobre detalhes da reunião, que acontecerá na Capela Sistina, no Vaticano.

1 - Os cardeais ficam trancados na Capela Sistina o tempo todo?
Não. Eles fazem as refeições e dormem na Casa Santa Marta, um edifício construído durante o pontificado de João Paulo II, localizado a 700 metros da Capela Sistina. Ele está pronto para receber os cardeais durante o conclave. Os participantes das votações ficam trancados apenas durante as votações: quatro por dia, duas de manhã e duas à tarde, até que se eleja um Papa.

2 - Qual é o idioma falado durante o conclave?
De acordo com Dom Geraldo Majella, a língua predominante é o italiano. No entanto, “todos falam os idiomas que conhecem. Mas na hora de se comunicar em público, o italiano é a língua permanente e que todos entendem”, explica.

Expressões que fazem parte do ritual do voto são faladas em latim. Na hora de votar, segundo o padre Denilson, os cardeais dizem em voz alta “Testor Christum Dominum, qui me iudicaturus est, me eum eligere, quem secundum Deum iudico eligi debere”, que quer dizer em português “Invoco como testemunha Cristo Senhor, o qual me há de julgar que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo que deve ser eleito”.

3 - Como os cardeais se deslocam entre a Capela Sistina e a Casa Santa Marta?
Cerca de 700 metros dividem os dois locais. Segundo Dom Geraldo Majella, cardeal brasileiro, o trajeto pode ser feito caminhando ou com a ajuda de meios de transporte, como carros ou micro-ônibus, que estão a serviço do Vaticano.

4 - Os cardeais ficam sem comer durante a votação?
Não. Devido ao costume de realizar duas votações na parte da manhã e mais duas no período da tarde, os participantes do conclave terão um intervalo para refeição, que deve ocorrer entre 13h e 15h (horários locais). Eles se retiram da Capela e se dirigem à Casa Santa Marta, onde ficarão hospedados e enclausurados até a escolha do novo Sumo Pontífice. Lá almoçam e ainda “tiram um cochilo”, seguindo a tradição italiana de descansar após a refeição.

5 - Eles poderão utilizar aparelhos celulares, tablets, Facebook ou Instagram para postar o que acontece na votação?
Não. Segundo o padre Denilson, baseado em informações da Constituição Apostólica, para que nenhum segredo seja violado o camerlengo pode recorrer à perícia de dois técnicos que terão a obrigação de evitar que cardeais e demais funcionários da Santa Sé envolvidos no conclave entrem com meios de captação ou transmissão audiovisuais na Capela Sistina.

No entanto, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse em entrevista coletiva na última semana que os cardeais eleitores não precisarão passar por revista antes de entrar no local de votação. Apenas funcionários e demais pessoas que trabalharem neste local e também na Casa Santa Marta terão de se submeter a um detector de dispositivos.

6 - Mas e quem desrespeitar e conseguir “burlar” as normas da Santa Sé?
Deverá ser punido com a excomunhão, que é a expulsão do religioso da Igreja Católica.

7 - Fora da Capela Sistina, os cardeais podem conversar entre si?
Sim. Eles podem conversar normalmente entre si durante os dias do conclave. Funcionários do Vaticano também terão acesso a eles. No entanto, não poderão falar nada do que se passa fora dos muros da Santa Sé ou ainda não podem jamais contar o que ouviram dos cardeais durante o período de trabalho, sob pena de excomunhão.

8 - A quantidade de votos recebida pelo Papa será divulgada ao público?
Não. Apenas o Papa eleito e os cardeais que estiverem na Capela Sistina ficarão sabendo. Será possível os cardeais tomarem conhecimento do "placar final" de cada rodada de votação, de acordo com o padre Denilson. Ele explica que a constituição do Vaticano permite aos cardeais a utilização de material para anotação dos votos, que serão lidos em voz alta, um a um, durante a contagem das cédulas. “Neste aspecto, não há nenhum tipo de segredo”, disse o sacerdote. No entanto, essas informações não podem ser divulgadas publicamente.
 
9 - Que roupa os cardeais usam durante a votação?
Segundo o padre Helmo Faccioli, os cardeais usam uma veste denominada “coral", composta de uma batina vermelha, uma sobrepeliz branca por cima, uma mozeta vermelha, além de uma cruz peitoral, solidéu vermelho e o barrete cardinalício (um chapéu que se coloca sobre o solidéu). A veste é usada em todas as sessões do conclave. É considerada solene, própria do oficio de cardeal, que a usa em reuniões oficiais.

10 - Os cardeais já começam o dia votando?
Não. Segundo padre Denilson, em todos os dias de conclave haverá a celebração de uma missa e a leitura da Liturgia das Horas – oração que consiste na recitação de três salmos, um cântico, além de uma leitura bíblica do Novo ou Antigo Testamentos.

11 - Se algum cardeal ficar doente e não conseguir ir à Capela Sistina, ele poderá votar?
Sim. Será função dos infirmarii (enfermeiro, em latim), cardeais que também são eleitores e são designados para recolher os votos de cardeais enfermos presentes na Casa Santa Marta que não conseguiram se deslocar para o núcleo do conclave.

12 - Quantas votações podem acontecer?
Podem ocorrer até 34 votações durante o conclave, o máximo permitido pela Constituição da Igreja. Há um cronograma que prevê pausas entre as rodadas, caso não nenhum cardeal receba os 2/3 de votos previstos. De acordo com o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, não é obrigatório haver votação na primeira tarde de conclave, já que estão previstas as orações e os juramentos dos cardeais.

13 - A fumaça da chaminé da Capela Sistina vai aparecer ao final de cada um das votações?
Não. De acordo com padre Denilson, caso a primeira votação da manhã ou da tarde não resulte na escolha de um novo Papa, a emissão da fumaça negra pela chaminé da capela Sistina, resultado da queima das cédulas, só ocorrerá após a segunda rodada de votos realizada no período da manhã ou da tarde. O sacerdote explica ainda que quando a fumaça branca for lançada, não será possível saber se foi após a primeira ou a segunda votação, seja ela da manhã ou da tarde.

14 - Assim que o Papa for escolhido, o que acontece com ele?
Segundo padre Denilson, quando um cardeal receber 2/3 dos votos, as portas da Capela Sistina serão abertas e entrarão o secretário do Colégio de Cardeais, o mestre de cerimônias litúrgicas, além de dois cerimoniários (normalmente são padres). Neste momento, o cardeal decano, que já estará no interior do recinto, perguntará, em voz alta, "aceitas a tua e eleição canônica para sumo-pontífice?". Caso a resposta seja sim, outra pergunta é feita pelo cardeal decano: "como queres ser chamado?".

Após o Papa eleito citar o nome que escolheu, o mestre de celebrações litúrgicas redigirá um documento com o nome do novo pontífice, que terá os dois cerimoniários como testemunhas. Em seguida, as cédulas utilizadas nesta votação serão queimadas, além de todos os papéis que os cardeais podem ter escrito (rascunhos) para que a fumaça branca seja liberada pela chaminé instalada na capela.

Fonte: Portal G1
Missa Pro Eligendo Pontefice, celebrada hoje na Basílica de São Pedro
Com a Missa Pro Eligendo Pontefice, abriu-se nesta terça-feira (12), o Conclave para a eleição do novo Papa. Desde as 7h (3h de Brasília), os 115 cardeais eleitores começaram a se acomodar na Casa Santa Marta, dentro do Vaticano, onde ficarão hospedados durante toda a duração das votações. Cada um terá seu quarto – os aposentos foram definidos por sorteio.

A cerimônia foi aberta a todos que conseguiram lugar, presidida pelo cardeal decano, o italiano Angelo Sodano, e concelebrada por todos os demais cardeais, não apenas os votantes.

No primeiro dia de conclave, está prevista apenas uma votação. Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, os cardeais devem seguir às 15h45 (11h45 no horário de Brasília) para o palácio apostólico.

Depois, às 16h20 (12h20 em Brasília), seguirão em procissão da Capela Paulina para a Capela Sistina. O rito será transmitido ao vivo pela Rádio Vaticano, com comentários em português.

Os cardeais entram na capela, ocupam seus lugares e fazem o juramento previsto na Constituição Apostólica. O Cardeal Giovanni Batista Re, decano do conclave (por ser o mais idoso dos cardeais-bispos) fará uma introdução em latim.

Depois, cada um dos cardeais vai ao centro da capela, e com a mão sobre o Evangelho, profere o juramento, também em latim.

Então, a capela é fechada pelo Mestre das Celebrações Pontifícias, Mons. Guido Marini, que intima “Extra omnes”. Antes de todos os que não participam do conclave deixarem a Capela Sistina, o Cardeal Prosper Grech, 87 anos, maltês, propõe a última meditação aos cardeais eleitores. Em seguida, começam as votações.

O cronograma prevê que a operação termine às 19h15 (15h15 em Brasília) e retornem para a Casa Santa Marta às 19h30 (15h30 em Brasília). Às 20h (16h em Brasília), será servido o jantar.

Padre Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa, disse que “dificilmente” o nome do novo Papa deve sair na primeira votação, nesta tarde.

A partir de quarta-feira (13), serão feitas duas votações pela manhã e duas à tarde, até um dos candidatos receber mais de dois terços dos votos. As cédulas serão queimadas apenas uma vez por período e a previsão é que a fumaça seja expelida pela chaminé da Capela Sistina às 12h e às 19h (8h e 15h em Brasília).

Fonte: Rádio Vaticana
O Decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano, presidiu na manhã desta terça-feira, na Basílica Vaticana, à missa pro eligendo Pontifice – “para a eleição do Romano Pontífice”.

A Basílica, aberta aos fiéis, estava lotada, para invocar a ação do Espírito Santo. Em sua homilia, logo no início o Card. Sodano renovou a gratidão de toda a Igreja ao “amado e venerado Pontífice Bento XVI”. E recordou a intenção desta Missa, ou seja, “implorar do Senhor que mediante a solicitude pastoral dos Padres Cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja”.

Comentando as leituras do dia, o Decano falou primeiramente sobre a mensagem de amor de Deus – mensagem que se realiza plenamente em Jesus, vindo ao mundo para tornar presente o amor do Pai pelos homens. É um amor que se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todas as fragilidades do homem, tanto físicas quanto morais.

“É este amor que impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos, do serviço caritativo mais imediato até o serviço mais alto, o serviço de oferecer aos homens a luz do Evangelho e a força da graça.”

A seguir, o Card. Sodano falou da mensagem de unidade. O Apóstolo São Paulo ensina-nos que também todos nós devemos colaborar para edificar a unidade da Igreja, porque para realizá-la é necessária "a colaboração de cada conexão, segundo a energia própria de cada membro" (Ef 4,16). “Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesial.”

Essa cooperação levou o Decano a falar sobre a missão do Papa: a atitude fundamental de todo bom Pastor é dar a vida por suas ovelhas (cfr Jo 10,15). Isto vale, sobretudo, para o Sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal. Porque quanto mais alto e mais universal é o ofício pastoral, tanto maior deve ser a caridade do Pastor.

No sulco deste serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira, recordou, os últimos Pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz. Rezemos para que o futuro Papa possa continuar esta incessante obra em nível mundial, disse o Card. Sodano, que concluiu:

“Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um Pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e de todos os Mártires e Santos que ao longo dos séculos deram glória a esta igreja de Roma.”

segunda-feira, 11 de março de 2013


Ao longo da história da Igreja, os Papas nem sempre mudaram de nome. Até o ano 532, todos os sucessores de São Pedro usaram seus nomes de batismo, e assim nos encontramos com São Lino, São Anacleto, São Evaristo, São Alexandre, São Telesforo ou São Higino.

Além do nome, se sabia de onde procediam (Lino de Tuscia, Anacleto romano, Evaristo o grego, Telesforo o grego, Higino o grego, entre outros).

Mas no dia 31 de dezembro do ano 532 foi eleito papa Mercúrio, o romano. Mercúrio era nome pagão, por isso o novo pontífice mudou de nome e se chamou João II, em homenagem a seu antecessor João I, um mártir de Tuscia (região ao norte de Roma) que reinou na Igreja de 13 de agosto de 523 a 18 de maio de 526.

João II foi papa até 8 de maio de 535 e, a partir desse momento, muitos de seus sucessores o imitaram e começaram a mudar o nome de batismo pelo de apóstolos, mártires ou outros papas.

Até agora, o nome mais repetido foi João. O último que o usou foi o cardeal italiano Angelo Roncalli, que decidiu se chamar João XXIII (1958-1963).

Quando Roncalli, que foi beatificado por João Paulo II, escolheu o nome de João, os cardeais o lembraram que seria João XXIII, como um "anti-Papa", ao que ele respondeu que não tinha medo de ser confundido com um usurpador da cátedra de São Pedro.

"Me chamarei João, um nome doce e ao mesmo tempo solene", disse o chamado Papa Bom, cujo curto pontificado foi muito prolífico. Escreveu oito encíclicas, entre as quais se destacaram 'Mater et Magistra' e 'Pacem in Terris', e convocou o importantíssimo Concílio Vaticano II.

À espera de saber o nome do futuro pontífice, muitos se aventuram a afirmar que se chamará Bento, Pio ou novamente João Paulo. O que parece claro é que não se chamará Pedro, já que nenhum de seus 265 sucessores se atreveu a reproduzir o nome do apóstolo, pelo peso muito grande.

Fonte: Portal G1

Antes de deixar a liderança da Igreja Católica, o Papa Bento XVI realizou alterações na Constituição Apostólica em um documento chamado Motu Proprio. Entre as alterações, feitas para que fossem aplicadas no próximo conclave, está o reforço do juramento dos que ajudarão no conclave, dando suporte aos cardeais eleitores.

As regras foram alteradas, entre outras razões, no sentido de mostrar seriedade no trabalho desenvolvido por aqueles que ajudam os cardeais no conclave. Assim, o nº 48 da citada Constituição recebe nova e mais forte redação:  ”As pessoas apontadas nos números 46 e 55 (2º parágrafo) da presente Constituição, devidamente advertidas sobre o significado e a extensão do juramento a prestar, antes do início das operações para a eleição, perante o cardeal camerlengo ou outro cardeal por ele delegado, na presença de dois protonotários apostólicos de número participantes, deverão no tempo devido pronunciar e assinar o juramento segundo a fórmula seguinte:

“Eu, nome da pessoa, prometo e juro observar o segredo absoluto com toda a pessoa que não fizer parte do Colégio dos Cardeais eleitores, e isto perpetuamente, a não ser que receba especial faculdade dada expressamente pelo novo Pontífice eleito ou pelos seus sucessores, acerca de tudo aquilo que concerne direta ou indiretamente às votações e aos escrutínios para a eleição do Sumo Pontífice. 

De igual modo, prometo e juro de me abster de fazer uso de qualquer instrumento de gravação, de audição, ou de visão daquilo que, durante o período da eleição, se realizar dentro dos confins da Cidade do Vaticano, e particularmente de quanto, direta ou indiretamente, tiver a ver, de qualquer modo, com as operações ligadas à própria eleição. Declaro proferir este juramento, consciente de que uma infração ao mesmo comportará para a minha pessoa a pena da excomunhão latæ sententiæ reservada à Sé Apostólica. Assim Deus me ajude e estes Santos Evangelhos, que toco com a minha mão”.

“As pessoas apontadas nos números 46 e 55” nestes artigos vão desde o Secretário do conclave – atualmente Dom Lorenzo Baldisseri, ex Núncio Apostólico no Brasil –, até o pessoal da cozinha, da segurança, médicos, sacerdotes que estão a disposição para as confissões não só dos cardeais, mas de todos, pois o conclave é sempre uma reunião eminentemente espiritual, onde se mesclam as providências humanas ditadas pela experiência.

Penalidade para quem descumprir

Mas o que, especificamente neste nº 48, mudou com o ajuste de Bento XVI com relação ao texto de João Paulo II de 1996? A penalidade imposta.

O texto anterior previa “Declaro proferir este juramento, consciente de que uma infração ao mesmo comportará para a minha pessoa aquelas sanções espirituais e canônicas que o futuro Sumo Pontífice (cf. cân. 1399 do Código de Direito Canônico), julgar dever adotar”. 

Ou seja, dependia de uma ação positiva do novo papa que já começaria com uma desagradável missão. Hoje, dá-se a excomunhão automática, sem que nenhuma autoridade eclesiástica tenha que proferir um juízo. A própria pessoa, se violou o juramento conscientemente – e isso é importante! –, está excomungada.

Mas o que significa isto? O significado da palavra é simples: fora da comunhão [da Igreja].  Não é nenhum tipo de maldição, como se a pessoa estivesse condenada ao inferno ou algo assim; é uma pena medicinal, para que o infrator possa perceber a gravidade do que fez. Para ter uma excomunhão reservada à Sé Apostólica retirada, e assim poder receber a absolvição de qualquer sacerdote, deve o que se perceber excomungado dirigir o pedido a Penitenciaria Apostólica que lhe dará os conselhos oportunos. Se a situação for pública, normalmente assim será tratado, se poucas pessoas o souberam, e a situação não se constitui algo que a justiça exija pública penitência e reparação, se fará de maneira discreta.

Pode-se perguntar: não se poderia agir criminalmente contra aqueles que traem a confiança, processando nas esferas penal e civil? É, em algumas situações isto pode ser oportuno, pode exigir o bem comum. Mas, lembrem-se se a Igreja é uma sociedade diversa, onde, sobretudo, não cabe a vingança e devemos evitar mesmo a aparência da mesma. Repito: em algumas situações, em algumas sociedades, medidas judiciais podem se tornar indispensáveis, mas existe uma preferência por penalidades espirituais que possam, assim o cremos, recuperar alguém que se desviou. “Não quero a morte do pecador, mas que se converta e viva” (Ez 33,11).

Fonte: Portal G1

Na véspera do início do conclave para a escolha do novo pontífice, a estátua do Papa Emérito Bento XVI recebeu atenção especial dos funcionários do museu de cera de Roma, capital da Itália

Ao lado da figura de Joseph Ratzinger estão os Papas João Paulo II e João XXIII, "vigiados" por uma estátua de um soldado da Guarda Suíça.

Curiosos e imprensa têm visitado o museu nos últimos dias, à espera do início do conclave. Em uma das fotos Fernando Canini, administrador do museu, cuida das roupas da estátua de Bento XVI.
Estátuas de cera. No alto, também de alguns pontífices. 
Fonte: Portal G1
Nesta segunda-feira (11), às vésperas do conclave, padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, fez o briefing com informações sobre a décima e última congregação geral dos cardeais.

De acordo com Lombardi, hoje à tarde, às 17:30hs, nas Capela Paulina, as 90 pessoas que auxiliarão os cardeais durante os trabalhos do conclave farão o juramento previsto no número 48 da Constituição Apostólica 'Universi Dominici Gregis', do Papa João Paulo II. Caso alguma dessas pessoas vaze alguma informação a respeito das votações, ela será penalizada com a excomunhão.

Entre aqueles que fazem o juramento estão os cerimoniários, auxiliares do cardeal que preside, religiosos responsáveis pela sacristia pontifícia, além de médicos, agentes de limpeza, membros da guarda suíça e outros que estejam envolvidos direta ou indiretamente na organização e manutenção do local.

Na manhã de hoje, durante as intervenções, o cardeal camerlengo, Tarcísio Bertone, explicou aos cardeais a estrutura organizativa da Santa Sé.

Início do conclave

A missa de abertura do conclave, a chamada 'Pro Eligendo Pontifice', será celebrada, nesta terça (12), às 10hs (horário de Roma, 6hs em Brasília), e será presidida pelo decano do colégio cardinalício, cardeal Angelo Sodano.

Fonte: Canção Nova Notícias
Funcionários colocam cortinas nesta segunda-feira (11)
na varanda central da Basília de São Pedro, no Vaticano,
onde ocorre a primeira aparição pública do novo Papa
Funcionários colocavam nesta segunda-feira (11) as cortinas nas janelas da varanda central da Basílica de São Pedro, no Vaticano, em meio às preparações para a escolha do novo Papa, sucessor de Bento XVI.

Na tarde desta segunda, às 17h30 (13h30 no horário de Brasília), será realizado na Capela Paulina, dentro do Vaticano, o juramento das pessoas que irão trabalhar de alguma forma na área onde será realizada o conclave, reunião secreta de cardeais em que, por eleição direta, eles escolhem o futuro pontífice.

 São funcionários do Vaticano que trabalharão na segurança, alimentação e auxílio aos cardeais, tanto material quanto espiritual. Os cardeais terão padres à disposição para confissão, assim como médicos.

O juramento será feito perante o cardeal camerlengo, administrador interino da Santa Sé, o italiano Tarcisio Bertone.

Na manhã de terça-feira (12), serão realizados os primeiros ritos do conclave. A partir das 7h (3h no horário de Brasília), os cardeais começam a se transferir para a Casa Santa Marta, onde ficarão hospedados. Cada um terá seu quarto – os aposentos foram definidos por um sorteio.

Às 10h (6h no horário de Brasília), será realizada na Basílica de São Pedro a missa inaugural do conclave. Ela será aberta a todos e presidida pelo cardeal decano, o italiano Angelo Sodano.

No primeiro dia de conclave, está prevista apenas uma votação. Segundo o Vaticano, os cardeais devem seguir às 15h45 (11h45 no horário de Brasília) para o palácio apostólico.

Depois, às 16h30 (12h30 no horário de Brasília), seguirão em procissão da Capela Paulina para a Capela Sistina. Às 16h45 (12h45 no horário de Brasília), já na Capela Sistina, será feito o juramento, seguido do fechamento da capela e saída das pessoas que não participarão do conclave. Em seguida, começam as votações.

O cronograma prevê que os cardeais concluam os trabalhos às 19h15 (15h15 no horário de Brasília), retornando para a Casa Santa Marta às 19h30 (13h no horário de Brasília). Às 20h (16h no horário de Brasília), será servido o jantar.

No dia seguinte, o café da manha será servido entre 6h30 e 7h30 (2h30 e 3h30 no horário de Brasília). Às 7h45 (3h no horário de Brasília), os cardeais irão para o palácio apostólico, onde das 8h15 as 9h15 (4h15 e 5h15 no horário de Brasília) será celebrada a Santa Missa na Capela Paulina.

Às 9h30 (5h30 no horário de Brasília), os cardeais seguem para a Capela Sistina e começa o primeiro escrutínio, como são chamadas as votações. Às 12h30 (8h30 no horário de Brasília) está prevista a volta para a Casa Santa Marta, com o almoço às 13h (9h no horário de Brasília).

Durante a tarde, às 16h (12h no horário de Brasília), eles voltam novamente para a Capela Sistina para as votações da tarde. Os trabalhos devem seguir até 19h15 (15h15 no horário de Brasília), como no primeiro dia.

Segundo o Vaticano, serão feitas duas votações pela manhã e duas à tarde, até um dos candidatos conseguir mais de dois terços dos votos. As cédulas serão queimadas apenas uma vez por período, e espera-se que a fumaça seja expelida pela chaminé da Capela Sistina às 12h e às 19h (8h e 15h no horário de Brasília).
Caso as votações se prolonguem, e não se resolvam nos primeiros quatro dias, estão previstos intervalos para reflexão e oração dos cardeais. Segundo o Vaticano, podem ocorrer até 34 votações, compreendendo 11 dias. Se ninguém conseguir dois terços dos votos, os cardeais passam a poder votar apenas nos dois mais votados anteriormente – e esses dois deixam de poder votar.
Fonte: Portal G1
Foi durante um consistório que Bento XVI anunciou que deixaria o ministério petrino
Exatamente um mês atrás, Bento XVI surpreendeu o mundo com o anúncio de sua renúncia ao ministério petrino.

O Papa estava reunido com os cardeais para um Consistório público de algumas causas de canonização, quando então anunciou em latim:

“Caríssimos Irmãos, convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. (...) Para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro.”

O anúncio pegou de surpresa inclusive a maioria dos cardeais presentes, entre eles o Card. João Braz de Aviz, que se consultaram reciprocamente para confirmar aquilo que tinham acabado de ouvir.

Dois dias depois, na missa de Quarta-feira de Cinzas, Bento XVI pediu para vivermos essa Quaresma numa comunhão eclesial mais intensa e palpável, superando individualismos e rivalidades – um sinal humilde e precioso para aqueles que estão longe da fé ou são indiferentes.

Os dias que se sucederam foram de despedida, de agradecimento, em que o próprio Papa emérito falou francamente dos motivos que o levaram a tomar esta decisão.

“Nestes últimos meses, senti que as minhas forças tinham diminuído, e pedi a Deus com insistência, na oração, que me iluminasse com a sua luz para me fazer tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja . Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e também novidade, mas com uma profunda serenidade de espírito. Amar a Igreja significa também ter a coragem de fazer escolhas difíceis, dolorosas, tendo sempre diante dos olhos o bem da Igreja e não a nós mesmos.”

Em seu último dia de pontificado, Bento XVI recebeu os membros do Colégio Cardinalício, cumprimentando pessoalmente cada um deles, prometendo desde já a incondicionada reverência e obediência ao seu sucessor.

No final da tarde, foi de helicóptero para Castel Gandolfo, onde reside temporariamente. Foi nessa cidade que Bento XVI fez seu último pronunciamento público, afirmando a todos que agora é “simplesmente um peregrino que inicia a última etapa da sua peregrinação nesta terra”.

Décimo-primeiro dia de Sé Vacante no Vaticano: esta segunda-feira é o último dia para os cardeais refletirem, rezarem e trocarem ideias sobre a sucessão de Bento XVI. A décima Congregação Geral reúne o Colégio Cardinalício a partir das 9h30, na Sala do Sínodo dos Bispos.

O programa desta segunda prossegue com o encontro do Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, com os jornalistas credenciados, para o tradicional ‘briefing’, quando o sacerdote dá os detalhes do ocorrido esta manhã e da programação da tarde.

Às 17h30, o pessoal encarregado da organização do Conclave presta juramento na Capela Sistina: o Secretário do Colégio Cardinalício, o Mestre das celebrações litúrgicas pontifícias, os cerimoniários, o eclesiástico escolhido para ajudar o Cardeal que preside o Conclave, religiosos e religiosas da Sacristia Pontifícia, confessores, médicos e enfermeiros, ascensoristas do Palácio Apostólico, copeiros e cozinheiros, faxineiros e funcionários encarregados das flores e da parte técnica, motoristas, um coronel e um major do corpo da Guarda Suíça e a equipe da segurança da Capela Sistina.

Todos pronunciarão e assinarão a fórmula prevista, diante do Cardeal Camerlengo da Santa Romana Igreja, Tarcisio Bertone, e de duas testemunhas.

Neste domingo (10), os cardeais presentes em Roma celebraram em suas igrejas titulares.

O Arcebispo de Aparecida, Card. Raymundo Damasceno Assis, celebrou na Igreja da Imaculada Conceição e São João Berchmans, na Via Tiburtina, no final da tarde. Já o Card. João Braz de Aviz celebrou na Igreja Santa Helena, na periferia de Roma.

O Arcebispo emérito de Salvador, Card. Geraldo Majela Agnello, presidiu à missa no sul de Roma, na Igreja São Gregório Magno. Já a Igreja do Arcebispo emérito de São Paulo, Card. Cláudio Hummes, fica no centro de Roma, na Igreja Santo Antônio de Pádua.

A Igreja titular do Arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer, também fica no centro da cidade, a Igreja Santo André no Quirinal. Em sua homilia, o Card. Scherer fez um veemente anúncio do amor e da misericórdia de Deus que inspira a conversão.

"Deus veio em busca de todos e todos necessitamos de Sua misericórdia e amor. Veio não apenas para os justos, mas para os doentes, para os afastados de Deus. (....) Deus vai também em busca daqueles que como os fariseus se sentiam justos e não se alegravam com a misericórdia de Cristo."

Aos muitos jornalistas que lotavam a Igreja, Dom Odilo agradeceu: "Vivemos um belo momento da vida da Igreja e que graças à imprensa pode ser compartilhado com milhões de pessoas. Eu vos convido a rezar com a Igreja, que não pertence aos homens, mas que está nas mãos de Cristo e que, por isso, vislumbra o seu futuro com esperança".

Assim como os fiéis brasileiros, leigos e sacerdotes de várias nacionalidades prestigiaram seus cardeais. Foi assim com o Arcebispo estadunidense de Boston, Card. Sean O'Malley, titular da Igreja Santa Maria della Vittoria e para o Arcebispo de Abuja (Nigéria), Card. John Olorunfemi Onaiyekan. Celebrando na Igreja de São Saturnino, o Cardeal nigeriano ressaltou a “coragem do perdão”, em referência aos episódios de terrorismo no país, que atingem também os cristãos.

Já o Arcebispo de Milão, Card. Angelo Scola, falou em sua homilia sobre a missão da Igreja, que anunciar sempre a misericórdia de Deus, também ao homem sofisticado e perdido do novo milênio.

domingo, 10 de março de 2013


A dois dias do conclave, era grande a movimentação na Capela Sistina na manhã deste sábado, 9 de março. Funcionários do Vaticano estão trabalhando duro para que tudo fique pronto para as votações de eleição do novo Papa que começam na próxima terça-feira, 12.

A capela, que além de atrair os olhares por preservar as principais pinturas de Michelangelo - entre as quais, o famoso Juízo Universal -, ganha a atenção mundo nesses dias, por se tratar do local onde se realizará pela 25ª vez, a eleição de um sucessor do apóstolo Pedro.

Os fornos pelos quais passará a fumaça branca

Os fornos que produzirão as famosas fumaças preta e branca, já estão prontos para serem usados, após a conclusão das votações dos cardeais, os quais devem queimar suas respectivas cédulas com a escolha do candidato escrita à mão. Se a votação não eleger o Papa, será produzida uma fumaça preta através de uma solução química capaz de provocar tal efeito. No entanto, se um nome finalmente for escolhido para assumir a Sé de Pedro através da maioria dos votos, a fumaça será branca.Os fornos pelos quais passará a fumaça branca.

Outros preparativos

Além disso, a rampa pela qual passarão todos os cardeais que ingressarão no local do voto entoando o famoso Veni Creator Spiritus, as cadeiras e as mesas sobre as quais cada cardeal tomará sua decisão e um pavimento de madeira com objetivo de corrigir os desníveis da Capela, também já foram colocados.

O acesso foi limitado aos jornalistas credenciados junto à Santa Sé que nesses dias participam da cobertura dos eventos relacionados ao conclave e à eleição do novo Papa. O espaço, que também é visitado por turistas por fazer parte do complexo dos museus vaticanos, foi fechado ao público desde a última terça-feira, 5.