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segunda-feira, 26 de junho de 2017

A Igreja no Brasil vai celebrar, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, à 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”. Na segunda reunião ordinária do Conselho Permanente deste ano, realizada de 20 a 22 de junho, foi apresentado o projeto preparado pela Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato e em breve as Dioceses e Prelazias receberão as orientações metodológicas de como se preparar e celebrar em suas comunidades.

O tema escolhido para animar a mística do Ano do Laicato foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. Segundo o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, pretende-se trabalhar a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo. “Isto leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo”, disse o bispo.

Segundo a presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil e integrante da Comissão, Marilza Lopes Schuina, as Dioceses receberão uma proposta a partir da qual, recomenda, tenham toda a liberdade para usar a criatividade ao planejar e vivenciar as ações locais.

O Ano do Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

Documento nº 105

Pretende ainda: “Dinamizar o estudo e a prática do documento 105: ‘Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade’ e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato; e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, ‘verdadeiros sujeitos eclesiais’ (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

A Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato organizou as atividades em quatro eixos: 1) Eventos; 2) Comunicação, catequese e celebração; 3) Seminários temáticos nos Regionais; e 4) Publicações.

Segundo o presidente da comissão, dom Severino, espera-se que este ano traga um legado para a Igreja missionária autêntica, com maior entusiasmo dos cristãos leigos e leigas na vida eclesial e também na busca da transformação da sociedade. “Eu acredito que se conseguirmos estimular a participação e presença efetiva dos cristãos leigos na sociedade provocando que aconteça a justiça e a paz, será um grande legado”, disse o bispo.

sábado, 21 de janeiro de 2017

O ano de 2017 será uma oportunidade muito peculiar e rica para a Igreja Católica voltar seu olhar para o papel de Maria na obra redentora, na vida de Jesus e sua singularidade em meio ao nosso povo. O Brasil celebrará os 300 anos de encontro da pequenina imagem de Nossa Senhora da Conceição no Rio Paraíba do Sul e que acarretou numa grande devoção a Virgem de Aparecida. Em Portugal celebra-se os 100 anos da aparição de Nossa Senhora do Rosário em Fátima, considerado um grande acontecimento do século XX e marcado por um forte apelo à oração e à conversão.

Verdadeiramente é um tempo para celebrar, comemorar e louvar a Deus, mas sobretudo, aprender com ela a seguir Jesus Cristo (cf. Jo 2, 5) e assim assumir o papel de cristão.

Dentre os diversos aspectos evangelizadores presentes em Maria, passo a ressaltar alguns. Ela foi escolhida para uma grandiosa missão: ser a mãe do Filho de Deus, Jesus. Soube responder ao forte apelo que Deus fez e ainda faz: vem, segue-me e vai. Ela soube percorrer um caminho de fé com total confiança e entrega ao Senhor. Por Ele ela disse sim, por Ele ela permaneceu firme até o fim, para Ele ela soube direcionar toda sua vida para Deus. Por isso ela é modelo único para toda vocação, pois seu chamado foi alicerçado num amor indizível a doação aos planos de Deus.

Soube Maria exercer um papel congregador, juntamente com os apóstolos e outras mulheres, era assídua à oração (cf. At 2, 14). Assim, foi possível que o impulso missionário explodisse em Pentecostes. Ela surge como Mãe da Igreja que nasce impulsionada pelo Espírito, sem o qual nada por ser feito.

Maria é a “estrela da evangelização” (Evangelii Nuntiandi, 82), pois ela atrai muitos para seu Filho Jesus como ela mesmo um dia fora atraída de forma apaixonante para um projeto de vida e pelo desejo sincero de buscar a Deus.

Nos tempos modernos que vivemos, a figura singular de Maria nos ensina uma liberdade total diante de Deus. Para quem tem fé obedecer a Deus é mais importante do que aos homens, pois há um desejo interno de vida eterna. Dessa forma, Maria se vê diante de Deus totalmente livre e amante de uma vontade que abre para uma vivência da liberdade de acolher, de aceitar, de ir ao encontro, de acompanhar e de amar. Por isso, Maria é mulher que escuta, decide e atua no desejo de realizar em si a vontade do seu Senhor. Em Maria vemos uma plena sintonia entre o seu olhar cheio de confiança, seu ouvir atento aos desígnios de Deus, o falar cheio do discernimento e o agir pleno de força e coragem. Ela une de forma humana e singela a fé e a vida, a promessa e o cumprimento.

Destarte, esse ano de 2017 tendo como motivação Maria tem a nos ensinar muito, pois a partir dela podemos compreender que as virtudes que nos ensina a fé nos apresenta Maria como exemplo perfeito de que vale a pena dizermos também nosso SIM ao projeto de Deus e a partir daí nascer sempre mais fiel e apaixonado discípulo missionário de Jesus Cristo.

Por Geraldo Trindade

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o apoio da Pastoral da Aids e do Ministério da Saúde, lançou na manhã desta terça-feira, 29, na sede em Brasília (DF) a Campanha “Juntos podemos construir um futuro sem Aids”. A iniciativa busca além do incentivo a testagem precoce, fazer com que as pessoas comecem o tratamento imediatamente ao se descobrirem com HIV, estratégia fundamental para evitar danos à saúde e reduzir a transmissão do vírus. A ação tem como objetivo disseminar informações sobre a doença, as formas de prevenção e tratamento, aproveitando a ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no dia 1º de dezembro. 

O evento de abertura teve a participação do bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da instituição, Dom Leonardo Steiner; do ministro da Saúde, Ricardo Barros; a diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Drª Adele Benzaken, o Secretário Executivo da Pastoral da Aids, Frei José Bernardi e o assessor da Pastoral da Aids, Frei Luiz Carlos Lunardi. Também estavam presentes Ana Carolina Barbosa de Souza e o Padre Mauro Sergio Marçal, que recentemente assumiram estas funções na Pastoral da Aids. 

“Esse cuidado em relação aos nossos irmãos e irmãs infectados pelo vírus da Aids merecem a nosso zelo”, declarou dom Leonardo. Ele recordou da atuação da Igreja com as pessoas que vivem com o vírus da Aids. “Nós como igreja percebemos que não bastava acolher, era preciso ir ao encontro, despertar, conscientizar e também fazer com que a sociedade depois com a ajuda do governo realmente despertasse para a questão tão grave que é a Aids”, disse. 

Para o secretário executivo da Pastoral da Aids, frei José Bernardi, “a epidemia da aids é complexa, multiforme e não pode ser vencida por uma estratégia única ou por um só ator social. Por isso, vejo como muito importante que os agentes de pastoral da Igreja se envolvam nesse esforço para diminuir as taxas de incidência de HIV, que significa menos gente sofrendo com uma doença que pode ser evitada”. 

Campanha 

A campanha contará com o apoio de 11 mil paróquias em todo o país e o objetivo é fazer com que as pessoas comecem o tratamento assim que se descobrem com HIV. A meta do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) é, até 2020, tornar o número de novas infecções baixo a níveis não epidêmico cumprindo a meta 90-90-90: que 90% de todas as pessoas com HIV conheçam seu diagnóstico, que 90% das diagnosticadas sejam tratadas imediatamente, e que 90% das tratadas possuam carga viral indetectável e não possam mais transmitir o vírus. 

“É importante ressaltar que o tratamento é gratuito no SUS e que as pessoas devem iniciar esse tratamento o mais rápido possível para conviver melhor com o vírus”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o lançamento da Campanha. 

 O assessor da Pastoral da Aids, Frei Luiz Carlos Lunardi, afirma que as ações de cunho comunitário, das Pastorais, grupos e Movimentos da Igreja Católica tem contribuído significativamente na resposta ao HIV com ações entre populações mais vulneráveis. O trabalho no incentivo ao diagnóstico precoce e na motivação e acompanhamento para o tratamento tem sido intensivo pelos agentes das Pastorais.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O Papa Francisco nomeou Dom Orlando Brandes como novo arcebispo de Aparecida (SP). O pontífice aceitou nesta quarta-feira (16) o pedido de renúncia por idade de Dom Raymundo Damasceno, que ocupa o cargo há 12 anos, e também anunciou Brandes como substituto.

Dom Orlando Brandes tem 70 anos e será transferido da arquidiocese de Londrina (PR), onde ocupa o cargo desde 2006. Ele deve tomar posse como arcebispo de Aparecida em janeiro de 2017. Dom Raymundo vai dar continuidade aos trabalhos religiosos em Brasília (DF).

Brandes foi nomeado bispo de Joinville (SC) em 1994 e foi transferido em 2006 para a Arquidiocese de Londrina. Ele também foi presidente da Comissão para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entre 2007 e 2011 e delegado para a 5ª Conferência do Conselho Episcopal Latino-Americano em Aparecida.

A substituição acontece após o Papa aceitar o pedido de renúncia por idade de Dom Raymundo feito em 2012. Pelo direito canônico, o arcebispo deve renunciar ao cargo quando completar 75 anos.

O cardeal Dom Raymundo Damasceno deixa o posto de arcebisto de Aparecida depois de mais de uma década. Nesse período, ele também exerceu a presidência da CNBB, participou do conclave que elegeu o Papa Francisco, participou de quatro Sínodos no Vaticano e foi nomeado cardeal pelo Papa Bento XVI.

Para ele, entre os momentos mais marcantes de sua atividade religiosa em Aparecida estão as visitas de dois pontífices.

"Esses eventos ficaram marcados na minha memória, primeiro a visita do Papa Bento 16. Em um segundo momento, a visita do Papa Francisco em 2013, que veio para a JMJ [Jornada Mundial da Juventude] e fez questão de vir a Aparecida, para mostrar sua devoção à Santa. São momentos inesquecíveis, de grande experiência espiritual para mim", disse Damasceno.

Fonte: Portal G1

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou o texto-base da Campanha da Fraternidade (CF) de 2017. Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da visa” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), a iniciativa alerta para o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros.

Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase a diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

Ainda de acordo com o bispo, a Campanha deseja, antes de tudo, que o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. “Cultivar e guardar nasce da admiração! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverência diante da criação. A campanha deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.

Além de abordar a realidade dos biomas brasileiros e as pessoas que neles moram, a Campanha deseja despertar as famílias, comunidades e pessoas de boa vontade para o cuidado e o cultivo da Casa Comum. Para ajudar nas reflexões sobre a temática são propostos subsídios, sendo o texto-base o principal.

Dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, o texto-base faz uma abordagem dos biomas existentes, suas características e contribuições eclesiais. Também traz reflexões sobre os biomas e os povos originários, sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha 2017. 

Cartaz 

Para colocar em evidência a beleza natural do país, identificando os seis biomas brasileiros, o Cartaz da CF 2017 mostra o mapa do Brasil, em imagens características de cada região. Compõem também o cenário, como personagens principais, os povos originários; os pescadores e o encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, acontecido há 299 anos. Além da riqueza dos biomas, o cartaz quer expressar o alerta para os perigos da devastação em curso, além de despertar a atenção de toda a população para a criação de Deus.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Tema: Cuidar da Casa Comum é nossa missão
Lema: “Deus viu que tudo era muito bom...” (Gn 1, 31)

Outubro é o Mês das Missões, um período de intensificação das iniciativas de animação e cooperação missionária em todo o mundo. O objetivo é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta no Dia Mundial das Missões, penúltimo domingo de outubro (este ano dias 22 e 23), conforme instituído pelo papa Pio XI em 1926.

“Cuidar da Casa Comum é nossa missão”. Este é o tema escolhido para a Campanha Missionária em 2016. O lema é extraído da narrativa da criação no livro do Gênesis: “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1, 31). O projeto do Criador é maravilhoso, mas encontra-se ameaçado! A preocupação pela ecologia parte de dois gritos: o grito dos pobres que mais sofrem, e o grito da Terra que geme pela exploração. A temática retoma a Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano e amplia a missão de cuidar da vida em todo o planeta.Em sua Encíclica Laudato si’, o papa Francisco adverte que “a existência humana se baseia sobre três relações intimamente ligadas: as relações com Deus, com o próximo e com a terra” (LS 66). E lança uma pergunta: “Que tipo de mundo queremos deixar a quem nos suceder, às crianças que estão crescendo?” (LS 160). Em nossa Casa Comum, tudo está interligado, unido por laços invisíveis, como uma única família universal. E nós recebemos de Deus a missão de cuidar dessas relações. Isso tem a ver com a missão da Igreja. Queremos fazer do cuidado do planeta a nossa missão até os confins do mundo. Diante da crise socioambiental, nem todos temos de ser especialistas e saber tudo, mas temos o dever de mudar nossos hábitos e apoiar ações práticas.

Oração do Mês Missionário 2016
Pai de misericórdia, que criaste o mundo 
e o confiaste aos seres humanos. 
Guia-nos com teu Espírito para que, 
como Igreja missionária de Jesus,
cuidemos da Casa Comum com responsabilidade.
Maria, Mãe Protetora, inspira-nos nessa missão. Amém.

Mês Missionário
O Mês Missionário tem sua origem no Dia Mundial das Missões (penúltimo domingo do mês de outubro, este ano, dia 23). A data foi instituída pelo papa Pio XI em 1926, como um Dia de oração e ofertas em favor da evangelização dos povos. A inspiração vem do mandado de Jesus para anunciar a Boa Nova entre todas as nações. Além das ofertas, a Campanha Missionária nos convida a rezar e a refletir sobre a nossa missão no mundo.

A cooperação missionária
A missão é de Deus pela qual somos chamados a colaborar. Os batizados receberam “a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus” e “de estabelecê-lo em todos os povos” (LG 5). Não podemos fugir dessa responsabilidade. Assim, “todas as Igrejas particulares, todas as Instituições e Associações eclesiais e cada cristão membro da Igreja têm o dever de colaborar para que a mensagem do Senhor se difunda e chegue até os últimos confins da terra” (CMi 1).

Ao cumprir o mandado de Jesus, nem todos os cristãos deixam a sua terra para servir nas missões além-fronteiras. Em nossas comunidades na Igreja local, são apenas alguns os missionários e missionárias que partem. Porém, toda a comunidade tem o dever de participar ativamente na missão universal.

A cooperação missionária promove a participação do Povo de Deus na missão universal. A missão por sua natureza é sempre um serviço de partilha, comunhão e solidariedade. Esta participação se realiza de três formas: 1) pela oração, sacrifício e testemunho de vida, que acompanham os passos dos missionários e das missionárias, mundo afora; 2) por meio da ajuda material dos projetos missionários: “Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7); e principalmente, 3) colocando-se à disposição para servir na missão ad gentes. Sem missionários e missionárias não há missão.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A Igreja no Brasil celebra de 1º a 7 de outubro a Semana Nacional da Vida, culminando no Dia do Nascituro, 8 de outubro. Trata-se, segundo o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom João Bosco Barbosa de Sousa, de momento propício não só para celebração, mas também para reassumir o compromisso de defesa da vida em todas as suas fases.

De acordo com Dom João Bosco, a vida, dom de Deus, “é muitas vezes desvalorizada, desrespeitada, não é suficientemente bem cuidada como devia ser, como um presente de Deus”.

Nesse sentido, assinalou ao site da CNBB que “celebramos a Semana da Vida primeiro como uma grande ação de graças a Deus pela vida que nós recebemos, pela nossa vida pessoal, das pessoas que nós amamos e todas as pessoas do mundo e do mundo em que nós vivemos”.

Outra motivação para esta semana é “lembrar certos compromissos que nós temos com a vida para que ela seja cada vez mais desenvolvida, mais viva e também compartilhada por todas as pessoas”.

A Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascitura foram instituídos em 2005, pela 43ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. Além da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, a iniciativa é promovida também pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar.

O objetivo é propor à sociedade o debate sobre os cuidados, proteção e a dignidade da vida humana, em todas as suas fases, desde a concepção até o seu fim natural.

Conforme ressaltou Dom João Bosco, o nascituro “merece todo nosso carinho de ser acolhido no nosso mundo com todas as condições de se desenvolver e se tornar uma pessoa humana”.

O presidente da Comissão para a Vida e a Família ressaltou ainda que a vida, antes de nascer, é muitas vezes agredida, não só pelo aborto, “que é um crime, um atentado contra o Deus da vida”, mas também pela ausência dos cuidados que a mãe deve ter e receber durante a gestação.

“E assim – expressou o Prelado – a gente celebre o dia do nascituro com uma esperança que não haja ninguém que venha ao mundo sem ser devidamente preparado, querido e amado. É o que a gente espera do dia do nascituro”.

Hora da vida

Para a celebração da Semana Nacional da Vida, a Comissão Vida e Família e a Pastoral Familiar preparam anualmente o subsídio “Hora da Vida, com conteúdos para reflexão, orações e informações relacionadas à vida e à sociedade.

Com o tema “Vida e Sociedade” para a Semana Nacional da Vida, o material aborda variados assuntos, tais como: “A vida humana: dom para a família e a sociedade”; “A ideologia de gênero e a negação da criação como dom de Deus”; “A via política – caminho para promover e defender a vida”; “Os cristãos e o compromisso com a vida” e “Juntos pela vida”.

“Esses temas são tratados de forma muito clara e didática, simples de entender, mas, ao mesmo tempo, profundos em seu conteúdo. Por isso, recomendo às nossas comunidades, à Pastoral Familiar que tenham em mão esse livro”, motivou Dom Bosco.

O livro traz ainda uma proposta de Vigília Eucarística em favor da vida e uma Oração do Jovem.
Segundo o ACI Digital (27/09/2016), durante a homilia da Missa na Capela da Casa Santa Marta – na festa de São Vicente de Paulo –, o Papa Francisco meditou sobre a primeira leitura de hoje, que conta a história de Jó, o qual passou por uma grande “desolação espiritual” e “havia perdido tudo”. O Santo Padre ofereceu alguns conselhos para aquelas pessoas que se sentem tristes e deprimidas.

“A desolação espiritual é uma coisa que acontece com todos nós: pode ser mais forte ou mais fraca… mas é uma condição da alma obscura, sem esperança, desconfiada, sem vontade de viver, que não vê a luz no fim do túnel, que tem agitação no coração e nas ideias”.

Mas também, “a desolação espiritual nos faz sentir como se nossa alma fosse ‘achatada’: quando não consegue, não quer viver: ‘A morte é melhor!’”, acrescentou o Pontífice.

Isto foi o que aconteceu com Jó, “melhor morrer do que viver assim”. “E nós devemos entender quando nosso espírito está neste estado de tristeza geral, quando ficamos quase sem respiro. Acontece com todos nós e temos que compreender o que se passa em nosso coração”, aconselhou.

Francisco convidou então a nos perguntar: “O que se deve fazer quando vivemos estes momentos escuros, por uma tragédia familiar, por uma doença, por alguma coisa que me leva ‘para baixo’. Alguns pensam em engolir um comprimido para dormir e tomar distância dos fatos, ou beber ‘dois, três, quatro golinhos’. Mas isto não ajuda”, assegurou o Papa.

Em vez disso, a liturgia de hoje “nos mostra como lidar com a desolação espiritual, quando ficamos mornos, para baixo, sem esperança”.

O Santo Padre indicou que no salmo 87 está a resposta: “Chegue a ti a minha prece, Senhor”. Portanto, é preciso rezar: “É uma oração de bater na porta, mas com força!”, exclamou.

“Senhor, eu estou cheio de desventuras. A minha vida está à beira do inferno. Estou entre aqueles que descem à fossa, sou como um homem sem forças’”, disse o Papa.

“Quantas vezes nós nos sentimos assim, sem forças… E esta é a oração. O Senhor mesmo nos ensina como rezar nestes momentos difíceis. ‘Senhor, me lançaste na fossa mais profunda. Pesa sobre mim a Tua cólera. Chegue a Ti a minha oração’”.

Nesse sentido, o Pontífice disse novamente: “Assim devemos rezar nos piores momentos, nos momentos mais escuros, mais desolados, mais esmagados, que nos esmagam mesmo. Isto é rezar com autenticidade. E também desabafar como desabafou Jó com os filhos. Como um filho”.

Francisco destacou que o personagem da Bíblia viveu também o silêncio dos amigos nesta situação.

Diante de uma pessoa que sofre, disse o Papa, “as palavras podem ferir”. O que conta é estar perto, fazer sentir a proximidade, “mas não fazer discursos”.

“Quando uma pessoa sofre, quando uma pessoa se encontra na desolação espiritual, você tem que falar o mínimo possível e você tem que ajudar com o silêncio, a proximidade, as carícias, com a sua oração diante do Pai”.

Em seguida, o Santo Padre disse que existem 3 coisas que se devem fazer:

“Em primeiro lugar, reconhecer em nós os momentos de desolação espiritual, quando estamos no escuro, sem esperança, e nos perguntar por quê. Em segundo lugar, rezar ao Senhor, como na liturgia de hoje, com este Salmo 87 que nos ensina a rezar, no momento de escuridão”, prosseguiu o Papa.

“E em terceiro lugar, quando me aproximo de uma pessoa que sofre, seja por doenças, seja por qualquer sofrimento, mas que está na desolação completa, silêncio; mas silêncio com tanto amor, proximidade, ternura. E não fazer discursos que, depois, não ajudam e, também, lhe fazer mal”.

Ao concluir, o Papa Francisco disse: “Rezemos ao Senhor para que nos conceda essas três graças: a graça de reconhecer a desolação espiritual, a graça de rezar quando estivermos submetidos a este estado de desolação espiritual e também a graça de saber acolher as pessoas que passam por momentos difíceis de tristeza e de desolação espiritual”.

Leitura e salmo comentados pelo Papa:

Primeira Leitura (Jó 3,1-3.11-17.20-23)

“Jó abriu a boca e amaldiçoou o seu dia, 2dizendo: “Maldito o dia em que nasci e a noite em que fui concebido. Por que não morri desde o ventre materno, ou não expirei ao sair das entranhas? Por que me acolheu um regaço e uns seios me amamentaram? Estaria agora deitado e poderia descansar, dormiria e teria repouso, com os reis e ministros do país, que construíram para si sepulcros grandiosos; ou com os nobres, que amontoaram ouro e prata em seus palácios. Ou, então, enterrado como aborto, eu agora não existiria, como crianças que nem chegaram a ver a luz.

Ali acaba o tumulto dos ímpios, ali repousam os que esgotaram as forças. Por que foi dado à luz um infeliz e vida àqueles que têm a alma amargurada? Eles desejam a morte que não vem e a buscam mais que um tesouro; eles se alegrariam por um túmulo e gozariam ao receberem sepultura.

Por que, então, foi dado à luz o homem a quem seu próprio caminho está oculto, a quem Deus cercou de todos os lados? ”

Salmo responsorial 87, 2-8

A vós clamo, Senhor, sem cessar, todo o dia, e de noite se eleva até vós meu gemido. Chegue a minha oração até a vossa presença, inclinai vosso ouvido a meu triste clamor!

Saturada de males se encontra a minh’alma, minha vida chegou junto às portas da morte. Sou contado entre aqueles que descem à cova, toda gente me vê como um caso perdido!

O meu leito já tenho no reino dos mortos, como um homem caído que jaz no sepulcro, de quem mesmo o Senhor se esqueceu para sempre e excluiu por completo de sua atenção.

Ó Senhor, me pusestes na cova mais funda, nos locais tenebrosos da sombra da morte. Sobre mim cai o peso do vosso furor, vossas ondas enormes me cobrem, me afogam.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/voce-se-sente-deprimido-e-sem-vontade-de-viver-veja-o-que-diz-o-papa-francisco-15660/

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Democracia: esta será a palavra central dos trabalhos das Semanas da Cidadania e do Estudante em 2017. Representantes da Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral da Juventude Estudantil (PJE) e Pastoral da Juventude Rural (PJR) definiram as temáticas das atividades permanentes, que também serão trabalhadas pela Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), em seminário realizado no Colégio Marista Dom Silvério, em Belo Horizonte/MG, em 27 e 28 de agosto.

A Semana da Cidadania será realizada de 15 a 22 de abril, com o tema: “Democracia para quem e para quê?”- e o lema: “Todo poder emana do povo” (art. 1°, parágrafo único, CF/88). A Iluminação bíblica é da Carta de Tiago (3, 18): “O fruto da justiça se semeia na paz para aqueles que praticam a paz”.

Para a Semana do Estudante, que será realizada de 05 a 12 de agosto, o lema escolhido foi: “Escola democrática: sem lado não dá” – e a iluminação bíblica: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça” (Mt 5, 10a).

O jovem Vinícius Borges, que faz parte da Coordenação Nacional da PJ, explicou que a temática nasce da necessidade de discutir o papel da juventude no atual momento histórico do Brasil. “As Pastorais da Juventude decidiram falar de democracia, porque temos rezado os movimentos que acontecem no país nos últimos tempos. Falar de democracia é falar do nosso direito a ter voz e vez; é falar dos estudantes que ocuparam as escolas em vários lugares do país; é falar das ameaças a direitos fundamentais garantidos pela constituição. Seguir Jesus é lutar pela justiça e atender a seu chamado para semear a paz: e isso só se faz com democracia plena”, ressaltou.

As Atividades Permanentes são trabalhos realizados em conjunto pelas Pastorais da Juventude do Brasil. Em 2017 serão lançados os materiais e subsídios, que vão ajudar os grupos de base a vivenciarem as Semanas da Cidadania e do Estudante.

Com colaboração de Vinícius Borges (PJ) e Iago Ervanovite (PJE

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, revela como surgiu a intenção da canonização dos primeiros protomártires nativos do Brasil.

Dom Cláudio foi recebido pelo Papa Francisco no dia 15/09, com o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, no Vaticano, para tratar do andamento do processo.

Segundo Dom Cláudio, em outubro próximo, a causa retorna para a Congregação das Causas dos Santos, para ser avaliada e encaminhada ao Pontífice.

“Levantei esta causa tempo atrás com o Papa Francisco, lembrando que ele havia canonizado outros beatos históricos antigos e que não há mais muita documentação a ser levantada. Ele já canonizou o beato Anchieta, o Padre Fabro, um dos fundadores da Companhia de Jesus. Numa audiência que tive com ele, me recordei destes nossos mártires e pensei ‘Por que não apresentar ao Papa esta questão?’ e escrevi em um memorando ‘se não era possível pensar numa canonização’. Ele reagiu muito positivamente e me disse para conversar com o Cardeal Amato, com o Presidente da CNBB, com o Arcebispo de Natal foi o que eu fiz. E na carta do Cardeal Amato constava o meu nome porque eu tinha apresentado a questão ao Papa. E foi por isso que Dom Jaime quis que eu estivesse com ele nesta audiência (do dia 15/09, ndr) neste momento em que ele sabe que a coisa está andando bem”.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) juntamente com a MESA PRO BICE BRASIL, constituída por onze organizações destinadas em sua missão a renovar, permanentemente, a vivência do compromisso com a dignidade das crianças e dos adolescentes, assinarão na próxima sexta-feira, 16, o acordo de Cooperação pela Dignidade e Direitos das Crianças e Adolescentes Brasileiros. 

A iniciativa tem o objetivo de valorizar o trabalho conjunto das Instituições Católicas do Brasil e contribuir para a construção de um novo conceito de cidadania, pautado no respeito à dignidade, a promoção e a garantia dos direitos de cada criança e adolescente, atuando nas políticas públicas, educação, e na participação da criança e do adolescente, como eixos principais, mediante estratégias de diálogo entre gerações e o exercício de direitos. 

Assinam o acordo de Cooperação pela Dignidade e Direitos das Crianças e Adolescentes Brasileiros, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC); o Bureau International Catholique de l’Enfance (BICE); a Cáritas Brasileira; a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Pastoral da Criança – organismo vinculado à CNBB; a Pastoral do Menor – organismo ligado à CNBB; a Rede Jesuíta Brasil; a Rede La Salle; a Rede Salesiana do Brasil e a União Marista do Brasil. 

O evento acontecerá na sede da CNBB, em Brasília (DF), às 10h30. Para participar, é necessário confirmar presença até o dia 14 de setembro, pelo e-mail: escritorio.brasilia@lasalle.org.br ou pelo telefone: (61) 3264-8626 ou 99214-8598. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O arcebispo de Aparecida (SP), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, informou que, a partir do próximo mês de outubro, o Brasil terá um ano jubilar mariano. O período especial a ser vivido pela Igreja no Brasil integra as comemorações pelos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O ano jubilar mariano será decretado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O início será no próximo dia 12 de outubro, com a inauguração do Campanário do Santuário Nacional, obra que foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil vai decretar um ano Jubilar mariano a partir de outubro. Será um ano de graça, de modo especial para o Brasil: um momento de louvor e agradecimento especial a Deus por tudo aquilo que Ele tem feito por nós, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira e nossa Rainha”, disse o cardeal.

Dom Damasceno recorda ainda que a devoção a Nossa Senhora faz parte da história do Brasil. “Maria sempre foi uma porta aberta ao conhecimento de Jesus; é o modelo de seguimento de Cristo, dos valores humanos que marcam a identidade religiosa do povo”.

Os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida será celebrado em 12 de outubro de 2017. É aguardada a presença do Papa Francisco na ocasião; ele mesmo disse que viria quando esteve no Brasil em 2013. A vinda do Papa, porém, ainda não foi oficialmente confirmada pela Santa Sé.
O Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, em parceria com a Rede Celebra e Centro Universitário Salesiano (Unisal), promove de 17 a 21 de outubro, a 30ª Semana de Liturgia.

O tema escolhido para reflexão está em sintonia com o Jubileu Extraordinário da Misericórdia: “O rosto da misericórdia de Deus”. A temática abordará a proposta do Ano Santo no mundo e na bíblia, na história e na liturgia da Igreja com o objetivo de capacitar os participantes a celebrarem a misericórdia “em uma liturgia que implique o compromisso de transformar a Igreja em rosto da misericórdia divina no mundo”.

O evento ocorrerá no Espaço Anhanguera do Centro de Pastoral Santa Fé, em São Paulo (SP).

A Semana de Liturgia tem vagas limitadas. Podem participar agentes da Pastoral Litúrgica, coordenadores regionais, diocesanos e paroquiais da Pastoral Litúrgica e da Catequese, professores de Liturgia e Sacramentos, bispos, presbíteros, diáconos e seminaristas.

Informações e inscrição estão disponíveis no folder do evento.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

“Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!” é lema da 22ª edição do Grito dos Excluídos, que tem como tema “Vida em primeiro lugar”. A mobilização, com auge em 7 de Setembro, dia da Independência do Brasil, questiona e denuncia as várias formas de desigualdades do país, apontando qual o real papel do Estado diante das exclusões.

O lema escolhido para a ocasião está fundamentado em uma das falas do papa Francisco, durante o Encontro Mundial dos Movimentos Populares, na Bolívia, em julho de 2015. Na ocasião, Francisco falou da urgência em romper o silêncio e lutar por mudanças reais dentro do sistema capitalista, que não compreende o sentido do “cuidar da Casa Comum”.

O evento marca o Dia da Independência em diversas localidades do país, com o objetivo de “valorizar a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar pessoas para atuar nas lutas populares e denunciar as injustiças e os males causados por este modelo econômico excludente, que degrada e mata”. A organização do Grito acontece nos estados brasileiros, em parceria com as entidades e movimentos sociais.

De acordo com a coordenação nacional da articulação, “o Grito precisa continuar acontecendo e manifestando indignação diante de um sistema político e econômico que exclui e descarta a maioria da população da participação e decisão dos rumos do país, independentemente de partidos e governos. O desafio do Grito é estar no meio do povo como espaço de organização e mobilização, como um pequeno grande professor que contribui levando informação e formação e incentivando a participação popular, condição essa para construirmos as mudanças”.

O bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Antônio Werlang, enviou uma carta de apoio ao 22º Grito dos Excluídos aos bispos e agentes de pastorais, na qual agradeceu o apoio recebido ao longo destes anos e ressaltou o comprometimento “a continuar gritando pela vida em primeiro lugar”. Dom Guilherme ainda solicitou “o efetivo apoio à essa iniciativa que renova a esperança dos pobres e os torna sujeitos de uma nova sociedade, sinal do Reino de Deus”.

Subsídios

Para garantir a formação da base, desde início de agosto foram oferecidos textos, divididos em eixos, que são subsídios informativos que interagem com o lema “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!”. O primeiro disponibilizado, “Unir os generosos e as generosas”, foi escrito pelo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, frei Olávio Dotto. Nesta semana, o segundo texto, do eixo “Desmentir a mídia”, já foi enviado aos articuladores. Nos próximos dias, serão trabalhados os eixos “Direitos Básicos e Função do Estado”; “As várias formas de violência”; “Participação política” e “a Rua é o lugar”.

O material, de acordo com a secretaria do Grito, deve contribuir na realização de reuniões e os pré-Gritos, além de facilitar a organização de agendas, definição de trajetos e locais para as atividades e manifestações por parte dos articuladores de várias cidades brasileiras. As ações deverão acontecer no período da Semana da Pátria, tendo como ponto máximo o dia 7 de Setembro.

Dar voz a quem precisa

O Grito dos Excluídos nasceu da necessidade de dar voz ao povo, às minorias e à população historicamente excluída pelo Estado, que elege uma “engrenagem de negociações financeiras que somente obedecem aos interesses dos que já têm, dos ricos, das empresas, dos bancos”. A organização da mobilização analisa que o direito à saúde, moradia, transporte, trabalho, informação e vida digna ficam comprometidos, aumentando a desigualdade social no país. Desde 1995, o Grito é um espaço para que movimentos sociais organizados se manifestem e cobrem direitos já assegurados em nossa Constituição Federal. A coordenação ressalta que a realização é um processo que não começa, nem termina no dia 7 de Setembro.

Acesse o Hino do Grito dos Excluídos 2016 e outros materiais no site http://www.gritodosexcluidos.org/

terça-feira, 31 de maio de 2016

É missão do povo de Deus assumir o compromisso sociopolítico transformador, que nasce do amor apaixonado por Cristo”. (CNBB,Doc. 105, n. 161)

Nós, Cristãos Leigos e Leigas reunidos na XXXV Assembleia Geral do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, nos dias 26 à 29 de maio de 2016, na cidade de Aracaju-SE, vindos de todas regiões do país, externamos, nossa preocupação com o gravíssimo momento pelo qual passa a nação brasileira. É justo afirmar que há no mundo situações que exigem reflexões maduras, pois afetam a humanidade como um todo.

Dentre as preocupações de nosso Organismo, chamamos a atenção quanto ao atual sistema político brasileiro, diretamente influenciado pelo sistema econômico mundial onde se percebe o avanço do neoliberalismo em nosso meio.

O Brasil vive hoje um momento onde direitos fundamentais do ser humano e da sociedade sofrem ameaças de retrocesso ou extinção. Conquistas importantes para a sociedade brasileira, fruto de lutas e mobilizações presentes em todo o processo de formação de nossa sociedade, são atacadas violentamente, ameaçando a vida e a dignidade humana. Temas fundamentais como: previdência, orçamento para educação, saúde, direitos dos trabalhadores e programas sociais estão sendo revisados sem a participação ampla da sociedade por um Governo interino que está impondo um programa que não teve a legitimidade do voto. Nesse quadro, os mais afetados são os pobres, negros, jovens, indígenas, mulheres, homo afetivos, dentre outros. Seus direitos e conquistas são usurpados pelo crescimento do pensamento ultraconservador, tanto em nível nacional, quanto mundial, referendado pela adoção de práticas enraizadas por fundamentalismo religioso.

Diante destas ameaças, não podemos nos furtar da necessária denúncia profética quanto aos riscos à nossa ainda jovem democracia. Entendemos que a mesma, vive hoje ameaças a sua soberania sob argumento da legalidade e do respeito à ordem vigente. A cada dia, somos inundados com informações e gravações de áudios, visivelmente seletivas em sua divulgação a sociedade, envolvendo políticos, empresários, pessoas do mundo jurídico, donos dos meios de comunicação, realizando acordos, negociatas e planos para a tomada do poder no Brasil, sem nos esquecermos que tais instrumentos já foram usados recentemente em outros países do mundo.

Nosso Organismo não comunga com tais práticas e se junta a outras vozes para fazer ecoar nossa indignação e o nosso inconformismo com o descalabro desta elite dominante acima mencionada. 
Como representantes dos Cristãos Leigos e Leigas do Brasil, irmanados ao povo brasileiro que trabalha, luta e dignifica este país, alicerçados pelo Papa Francisco e seu testemunho profético, nos colocamos em estado permanente de atuação para que as ameaças ora apresentadas, não encontrem espaços para a sua efetivação em nosso meio.

Aracaju, 29 de maio de 2016

sábado, 28 de maio de 2016

O Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo”, acaba de ser lançado pelas Edições CNBB. O texto foi aprovado pelo episcopado brasileiro durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, ocorrida no mês de abril, em Aparecida (SP).

De acordo com o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, o Documento 105 "retoma e aprofunda a participação dos leigos e leigas na Igreja e na sociedade".  O texto é, também, uma forma de agradecimento dos bispos aos cristãos leigos por sua dedicação à Igreja e pelo entusiasmo com que se doam à evangelização. Para o bispo, há uma participação "extraordinária" dos leigos na Igreja. "Mulheres e homens que constroem o Reino da verdade e da graça, do amor e da paz; que assumem serviços e ministérios que tornam a Igreja consoladora, samaritana, profética, serviçal, maternal", acrescenta. 

No novo Documento, o cristão leigo é compreendido como sujeito eclesial, "aberto ao diálogo, à colaboração e à corresponsabilidade com os pastores" . 

"Ser sujeito eclesial significa ser maduro na fé, testemunhar o amor à Igreja, servir os irmãos e irmãos, permanecer no seguimento de Jesus, na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, criatividade e ousadia, para dar testemunho de Cristo", consta no texto. 

O Documento 105 segue a metodologia Ver, Julgar e Agir e divide-se em três capítulos. O primeiro apresenta o marco histórico-eclesial da caminhada da vida dos cristãos leigos e leigas. O segundo trata da compreensão da identidade e da dignidade laical como sujeito eclesial e identifica a atuação dos leigos, considerando a diversidade de carismas, serviços e ministérios na Igreja. Já o terceiro e último capítulo aborda a dimensão missionária da Igreja e indica aspectos, princípios e critérios de formação do laicato. Esta parte aponta ainda lugares específicos da ação dos leigos.

“Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade” está disponível nas Edições CNBB e já pode ser adquirido no site: www.edicoescnbb.com.br ou através do telefone (61) 2193.3019.

sábado, 14 de maio de 2016

Durante a 54ª Assembleia Geral  da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em abril, em Aparecida (SP), o episcopado brasileiro aprovou, como documento da entidade, o texto "Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na sociedade - Sal da terra e luz do mundo". Nesta quinta-feira, 5, em Brasília (DF),  o grupo de reflexão da Comissão  Episcopal Pastoral para o Laicato fez revisão do material antes da publicação. 

“A última correção nós fizemos hoje, agora acredito que vai para a gráfica e em pouco tempo o teremos em mãos”, disse o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão para o Laicato, dom Severino Clasen. 

O texto ressalta a influência dos leigos nos serviços de evangelização da Igreja. “É um documento que os bispos escrevem para a Igreja no Brasil referente aos leigos. O nosso grande desafio foi o de dar uma entonação maior ao papa Francisco, que deu para a Comissão uma liberdade e uma alegria muito grande de valorizarmos os leigos tanto na Igreja quanto na sociedade”, afirmou dom Severino.

Carta do papa ao Laicato

A carta do papa Francisco enviada ao presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina e Caribe, cardeal Marc Ouellet, sobre o papel do leigo na vida pública também ganhou destaque durante a reunião da Comissão. “No momento de oração nós refletimos sobre a carta escrita pelo papa. É uma carta muito rica e nela, o papa fala sobre o papel dos leigos, dos bispos, dos sacerdotes”, sublinhou.

Na carta, o papa recorda que todos ingressam na Igreja como leigos e selam sua identidade com o batismo, o primeiro sacramento. “Ninguém foi batizado padre nem bispo. Batizaram-nos leigos e é o sinal indelével que ninguém nunca poderá apagar. Faz bem lembrar que a Igreja não é uma elite de sacerdotes, de consagrados, de bispos, mas que todos formamos o santo povo fiel de Deus”.

Cartilha para as Eleições

Ainda durante a reunião, o grupo de reflexão da Comissão finalizou a cartilha sobre as eleições municipais deste ano, que deve ser publicada em breve. “A cartilha conscientiza os cristãos leigos e leigas a assumirem essa eleição sem rancores, sem brigas, sem desentendimentos”, explicou o bispo.

terça-feira, 15 de março de 2016

É com satisfação que o CONIC apresenta o cartaz da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) de 2016. A peça foi elaborada por Aurélio Fred Macena dos Santos, que compartilha a inspiração para seu processo criativo. Diz Aurélio:

“Para a confecção do cartaz usamos como base a imagem da cruz, sinal da salvação e representação da nossa fé, dentro dela, os traços foram desenhados e coloridos.

O batismo está presente em várias partes do cartaz, pois acreditamos que é através dele que nos tornamos povo chamado a proclamar os altos feitos do Senhor.

No topo da cruz temos a pomba, que representa o Espírito Santo que desce sobre a comunidade cristã no Pentecostes. Os raios amarelos são seus dons.

Utilizamos também as bandeiras do Brasil e da Letônia para demonstrar a parceria entre os dois países.

Ao centro temos um batistério, que nos remete ao batistério que se encontro no centro da Catedral Luterana de Riga, na Letônia. Em volta dele vemos Jesus Cristo, além de membros das igrejas católica romana, luterana, ortodoxa e batista, que integraram a comissão letã que preparou o material da Semana de Oração pela Unidade Cristã 2016. Eles seguem os símbolos: bíblia, sal, luz e pão, destacados para a SOUC 2016.

Na base da cruz há uma imagem que lembra o favo de uma colméia. Cada alvéolo representa um povo. Nossa intenção é mostrar a base da SOUC como uma unidade orante que integra diferentes confissões, culturas e povos”.

“Proclamai os altos feitos do Senhor” (1Pe 2,9) é o tema da Semana de Oração deste ano. A proposta foi elaborada pelo movimento ecumênico da Letônia e adaptado para o Brasil pelo Movimento Ecumênico de Curitiba (MOVEC).

Fonte: CONIC

quarta-feira, 2 de março de 2016

A Arquidiocese de São Luís do Maranhão, convida para a ordenação episcopal do Frei João Muniz Alves, OFM, no dia 5 de março, às 17:00h no Ginásio Castelinho. 

O frei prestava serviços pastorais na paróquia Nossa Senhora da Glória e São Judas Tadeu, no bairro da Alemanha, quando foi nomeado pelo papa Francisco bispo para a prelazia do Xingu. Frei Muniz será ordenado bispo pelas mãos do atual bispo da prelazia dom Erwin Krautler, tendo por co-ordenantes dom José Belisário (arcebispo de São Luís) e dom Leonardo Ulrich Steiner (bispo auxiliar de Brasília). Depois de ordenado o frei será acolhido como bispo na prelazia, no dia 3 de abril, no Ginásio São Sebastião, em Altamira–PA.

A província do frei, em comunhão com a Arquidiocese de São Luís, formalizam o convite para a participação neste importante evento não só para a Igreja particular de São Luís, mas para a Igreja no Brasil e no mundo. O frei Muniz, OFM, nasceu em 8 de janeiro de 1961 em Carema, município de Santa Rita, em nossa arquidiocese. Professou os primeiros votos religiosos na Ordem dos Frades Menores em 2 de fevereiro de 1986 e os votos solenes em 14 de janeiro de 1991. Foi ordenado sacerdote em 4 de setembro de 1993.

Que disse dom Erwin Krautler, bispo emérito do Xingu, a respeito da chegada de dom Muniz à prelazia: O que pretende fazer agora, D. Erwin? Ficará no Xingu, com Bispo Emérito, auxiliando seu sucessor, um franciscano que é professor de Teologia? Quais os seus planos? 

"Terei o privilégio de ser o consagrante principal na ordenação episcopal de Frei João Muniz Alves que será meu sucessor como Bispo Prelado do Xingu. Ele precisará de um bom tempo para conhecer essa maior circunscrição eclesiástica do Brasil e assumir a sua missão de bispo numa realidade complexa e em parte também conflitiva. Não vou passar o cargo para ele e sumir do mapa. Um novo bispo não entra pela porta da frente e o seu antecessor sai na mesma hora pela porta dos fundos. Seria um absurdo. Se ele me escolheu como consagrante principal certamente conta ainda com minha ajuda de irmão até conhecer de perto as regiões, paróquias e áreas de pastoral, as diversas dimensões da Prelazia e também os desafios da Igreja do Xingu. Sem dúvida, haverá um tempo razoável de transição, mas sem transtornos. Estarei simplesmente à disposição de meu sucessor. Aliás, fiquei muito feliz com a nomeação desse frade franciscano que nasceu em nosso estado vizinho, no Maranhão. Laudato Sí – Que Deus seja louvado! Não faço planos. Sou secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia presidida pelo Cardeal Dom Cláudio Hummes e assumi a função de coordenador da REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica) no Brasil. Esses cargos continuam independentes da sucessão no Xingu. Além do mais recebi e recebo muitos convites para orientar retiros para Padres e Religiosas/os. Não me faltará trabalho e oportunidade de engajar-me nas diversas frentes de nossa Igreja. Aliás, nem consigo atender a todos os convites dentro e fora do país para falar sobre a Causa Indígena e a questão da Amazônia em diversos fóruns, seminários em nível nacional e internacional. Certamente não vou morrer de tédio, sem saber o que fazer. Deus me livre!".

O Frei João Muniz já se prepara para a ordenação episcopal em profunda espiritualidade particular e comunitária com os freis da província e paroquianos. Segundo o frei João, ele conta também “com as orações que cada um, das diversas paróquias da arquidiocese, dirigem a ele neste momento tão importante para a Igreja”, declarou. Organize sua paróquia, forme uma caravana e venha participar conosco deste grande evento para a nossa Arquidiocese de São Luís.

Com informações do Setor de Comunicação da Arquidiocese, site www.arquidiocesedesaoluis.org

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O Regional Nordeste 4 da CNBB – PI, receberá pela segunda vez o NORDESTÃO DE CEBs, sendo o anterior acontecido em 1996 na diocese de Picos, o  mesmo foi em  preparação para o 9º Intereclesial de CEBs. 

O 7º NORDESTÃO será na Arquidiocese de Teresina de 07 a 10 de julho de 2016, com o tema geral: CEBs no Nordeste e os desafios do mundo urbano. O lema terá como fonte o livro do Êxodo 3,37 numa versão livre: “EU VI E OUVI OS CLAMORES DO MEU POVO NORDESTINO E DESCI PARA LIBERTÁ-LO”, esse encontro se destina a preparação para o 14ª Intereclesial que acontecerá em Londrina – Paraná no janeiro de 2018.

O encontro já tem como local definido o Centro de Pastoral São José, Bairro São José Operário em Teresina. No último dia 17 de fevereiro de 2016 foi definido a ultima etapa de organização; a eleição do cartaz do 7º Nordestão.  No processo de preparação já foram confirmados alguns assessores, como Hermínia Boundens  NE 2 – Pernambuco, Pe. Vileci Basílio  e Pe. Anastácio NE 1- Ceará, Pe. João Maria NE 5 – Maranhão, Carlos Signorele – Campinas /São Paulo. Esses assessores e os demais terão  a tarefa de enviar os textos antecipadamente para compilação de uma cartilha em preparação ao encontro. Muitas já são as equipes que irão empreender uma logística para acolher os delegados que virão dos nove estados da região. Nas reuniões preparatórias já realizadas ficou definida a participação de  400 delegados. Os mesmo serão hospedados nas famílias que já estão sendo cadastradas. Segundo Graça Ferreira a qual faz parte da coordenação regional ficou definido que durante o dia 07 de julho será feito a acolhida, credenciamento e hospedagem dos participantes. A noite será abertura do encontro tendo a participação de Dom Jacinto Brito. No dia 08 (sexta) será trambalhado como grande tenda a temática : CULTURA URBANA HOJE, tendo outras mini-plenárias; no dia 9 (sábado) a grande tenda terá o tema: CIDADE NA BÍBLIA; no dia 10 (domingo) ocorrerá inicialmente uma celebração Eucarística, encaminhamentos para o agir e despedida dos participantes.

Como membro da organização do ultimo Nordestão de CEBs em Itabuna – Bahia (2012) Haroldo Heleno (CIMI) reforça que de fato o objetivo geral dos NORDESTÕES é fortalecer a relação das CEBs na grande região Nordeste do Brasil.  Observa-se ainda que o encontro assegura uma melhor articulação e nesse tempo atual ajudará a aprofundar o tema e o lema do 14º Intereclesial – Londrina / 2018. Para melhor assegurar esse ultimo propósito o 7º Nordestão formará minis-plenárias que trabalharão os temas: 1. CEBs e o enfrentamento das violências na construção da cultura de paz, tendo como patrono o índio Mandu Ladino  - NE 4 (lutou contra o extermínio do povo indígena do Piauí); 2. CEBs e a manipulação da informação, tendo como patrono José Maria do Tomé – NE 1 (lutou contra o agrotóxico na Chapada do Apodí – CE; 3. CEBs e o mundo do trabalho na economia globalizada, patrono escolhido foi Frei Juvenal – NE 2 (lutou em defesa dos pequenos e excluído no campo) o mesmo esteve presente no 13º Intereclesial de Juazeiro do Norte em 2014; 4. CEBs e o futuro político do Brasil, escolhido como patrono Flaviano -  NE 5 (lutou pelo direito dos quilombolas do Maranhão).

Dona Antônia Flor foi escolhida como patrona da 5º mini plenária que terá como tema: CEBs e as experiências exitosas no mundo urbano, ela tornou-se mártir por resistir ao direito de morar na sua terra (NE 4 – Piauí). A última mini plenária  terá como  patrono Manoel Berto; mártir na luta pela reforma agrária no Piauí, sendo o tema CEBs: meio ambiente e saneamento básico.  Com toda essas formações e informações o 7º Nordestão  pretende promover aos participantes uma analise conjuntural da realidade existência na vida urbana através do  método primário das oficinas de CEBs;  VER, JULGAR E AGIR.

Para melhor fazer memória da caminhada, se pretende dentro do espaço onde acontecerá o 7º Nordestão promover um corredor de objetos dos Nordestões anteriores (memória da caminhada). Será solicitado aos regionais  que forneçam os materiais e objetos que foram confeccionados anteriormente nos nordestões passados: (cartazes, panfletos, cartilhas, cancioneiros, símbolos). O proposito é tentar recolher objetos desde o 1º Nordestão de 1992 acontecido em Juazeiro da Bahia – BA; o 3º Nordestão em Juazeiro do Norte – CE / 1999; em 2004 o 4º Nordestão  foi em Maceió – AL; o  5º Nordestão se destinou a São Luís do Maranhão em 2008. A Bahia recebe pela segunda vez o Nordestão na cidade de Itabuna nos dias passados de 19 a 22 de julho de 2012. Todos foram construídos num propósito de vida expressa em um provérbio africano que diz"Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças extraordinários."
Equipe de Comunicação do 7º Nordestão de CEBs 2016.