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terça-feira, 14 de junho de 2016

Terça-feira, 14 de junho – na Missa em Santa Marta o Papa Francisco colocou em evidência a oração que se faz por aqueles que “nos querem mal” e afirmou que com essa oração somos “mais filhos do Pai”.

Tomando como estímulo da sua reflexão o Evangelho do dia proposto por S. Mateus, o Santo Padre recordou que Jesus inicia a sua pregação, ostracizado pelos seus adversários e num tempo em que a “explicação da Lei” estava “em crise”.

Segundo Francisco a explicação dos Doutores da Lei era demasiado teórica e casuística. “No centro estavam os casos” – assinalou o Papa que sublinhou que Jesus “retoma o verdadeiro sentido da Lei para levá-la à sua plenitude”.

É a nova luz que Jesus dá aos Mandamentos demonstrando que o amor é “mais generoso do que as palavras da lei” – disse o Papa que salientou a perfeição que Jesus indica no texto de Mateus neste dia: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. Francisco no final da sua homilia afirmou que esta oração é poderosa pois melhora os inimigos e faz-nos mais filhos do Pai:

“Que o Senhor nos dê a graça, apenas esta: rezar pelos nossos inimigos; rezar por aqueles que nos desejam mal, que não nos querem bem; rezar por aqueles que nos ferem, que nos perseguem. E cada um de nós sabe o nome e o apelido: rezar por isto... Garanto-vos que esta oração vai fazer duas coisas: ele vai melhorar, porque a oração é poderosa, e nós seremos mais filhos do Pai”.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Terça-feira, 7 de junho – na Missa em Santa Marta o Papa Francisco afirmou que a bateria do cristão para fazer luz é a oração. O Santo Padre assinalou ainda que o sal é para o cristão dar sabor à vida dos outros com o Evangelho.

Comentando o Evangelho do dia, Francisco, na sua homilia, falou de luz e sal e observou que ambos são para dar aos outros. Desde logo, a luz, que precisa de uma bateria – e essa é a oração:

“Qual é a bateria para fazer a luz? É simplesmente a oração. Tu podes fazer tantas coisas, tantas obras, mesmo obras de misericórdia, tu podes fazer tantas coisas grandes para a Igreja – a universidade católica, um colégio, um hospital... – e podem-te fazer até um monumento como benfeitor da Igreja, mas se tu não rezas, isso será um pouco obscuro . Quantas obras tornam-se escuras por falta de luz, por falta de oração. Aquilo que mantém, que dá vida à luz cristã, aquilo que ilumina é a oração”.

Entretanto, o outro elemento, o sal, não é para o cristão guardar para si próprio – disse o Papa – mas para ser dado. É a atitude de dar: dar sabor à vida dos outros, “dar sabor com tantas coisas com a mensagem do Evangelho” – disse o Santo Padre.

Contudo, é necessário não cair na tentação de se iluminar a si próprio – disse o Papa Francisco – ou seja, não cair na ‘espiritualidade do espelho’: “isto é uma coisa feia, é um pouco a espiritualidade do espelho: ilumino a mim próprio. Defende-te da tentação de tratar de ti próprio. Sejas luz para iluminar, sejas sal para condimentar e conservar” – disse o Papa.

“Que o Senhor nos ajude” – pediu Francisco no final da sua homilia – a sermos sal e luz pois “estas são as boas obras do cristão”.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Na catequese da quarta-feira, 24 de junho, o papa Francisco prosseguiu sobre as reflexões “sobre as feridas que se abrem justamente dentro da convivência familiar”. O pontífice recordou da unidade necessária para que  o matrimônio gere bons frutos, como o cuidado na criação dos filhos no amor. “Na família, tudo é interligado: quando a sua alma é ferida em qualquer ponto, a infecção contagia todos”, disse Francisco.

Ao final da mensagem lembrou: “Não faltam, graças a Deus, aqueles que, apoiados pela fé e pelo amor pelos filhos, testemunham a sua fidelidade a um laço no qual acreditaram, por mais que pareça impossível fazê-lo reviver”.

Confira a íntegra da catequese:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Nas últimas catequeses falei da família que vive as fragilidades da condição humana, a pobreza, a doença, a morte. Hoje, em vez disso, refletimos sobre as feridas que se abrem justamente dentro da convivência familiar. Quando, isso é, na própria família se faz mal. A pior coisa!

Sabemos bem que em nenhuma história familiar faltam os momentos em que a intimidade dos afetos mais queridos é ofendida pelo comportamento dos seus membros. Palavras e ações (e omissões!) que, em vez de exprimir amor, corroem-no ou, pior, mortificam-no. Quando estas feridas, que ainda são remediáveis, são negligenciadas, elas se agravam: transformam-se em prepotência, hostilidade, desprezo. E naquele ponto podem se tornar lacerações profundas, que dividem marido e mulher e induzem a procurar compreensão, apoio e consolação em outro lugar. Mas muitas vezes esses “apoios” não pensam no bem da família!

O esvaziamento do amor conjugal difunde ressentimento nas relações. E muitas vezes a desagregação recai sobre os filhos.

Bem, os filhos. Gostaria de me concentrar um pouco sobre este ponto. Apesar da nossa sensibilidade aparentemente evoluída, e todas as nossas refinadas análises psicológicas, pergunto-me se nós não estamos anestesiados também a respeito das feridas da alma das crianças. Quanto mais se procura compensar com presentes e lanches, mais se perde o sentido das feridas – mais dolorosas e profundas – da alma. Falamos muito de distúrbios comportamentais, de saúde psíquica, de bem-estar da criança, de ansiedade de pais e filhos… Mas sabemos ainda o que é uma ferida da alma?

Sentimos o peso da montanha que esmaga a alma de uma criança, nas famílias em que se trata mal e se fala mal, até o ponto de despedaçar o laço da fidelidade conjugal? Que peso há nas nossas escolhas – escolhas erradas, por exemplo – quanto peso tem a alma das crianças? Quando os adultos perdem a cabeça, quando cada um pensa apenas em si mesmo, quando o pai e a mãe se agridem, a alma dos filhos sofre imensamente, prova um desespero. E são feridas que deixam a marca para toda a vida.

Na família, tudo é interligado: quando a sua alma é ferida em qualquer ponto, a infecção contagia todos. E quando um homem e uma mulher, que se empenharam em ser “uma só carne” e em formar uma família, pensam obsessivamente nas próprias exigências de liberdade e de gratificação, esta distorção afeta profundamente o coração e a vida dos filhos. Tantas vezes as crianças se escondem para chorar sozinhas… Devemos entender bem isso. Marido e mulher são uma só carne. Mas suas criaturas são carne de sua carne. Se pensamos na dureza com que Jesus adverte os adultos a não escandalizar os pequenos – ouvimos na passagem do Evangelho (cfr Mt 18,6) – , podemos compreender melhor também a sua palavra sobre a grave responsabilidade de proteger o laço conjugal que dá início à família humana (cfr Mt 19, 6-9). Quando o homem e a mulher se tornam uma só carne, todas as feridas e todos os abandonos do pai e da mãe incidem na carne viva dos filhos.

É verdade, por outro lado, que há casos em que a separação é inevitável. Às vezes pode se tornar até mesmo moralmente necessária, quando se trata de salvar o cônjuge mais frágil, ou os filhos pequenos, de feridas mais graves causadas pela prepotência e pela violência, das humilhações e da exploração, da indiferença.

Não faltam, graças a Deus, aqueles que, apoiados pela fé e pelo amor pelos filhos, testemunham a sua fidelidade a um laço no qual acreditaram, por mais que pareça impossível fazê-lo reviver. Não todos os separados, porém, sentem esta vocação. Nem todos reconhecem, na solidão, um apelo do Senhor dirigido a eles. Em torno de nós encontramos diversas famílias em situações consideradas irregulares – não gosto dessa palavra – e nos colocamos muitas interrogações. Como ajudá-las? Como acompanhá-las? Como acompanhá-las para que as crianças não se tornem reféns do pai ou da mãe?

Peçamos ao Senhor uma fé grande, para olhar a realidade com o olhar de Deus; e uma grande caridade, para abordar as pessoas com o seu coração misericordioso.

Fonte: Boletim da Santa Sé - Tradução: Jéssica Marçal - Canção Nova

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Os cristãos, especialmente na Quaresma, são chamados a viver coerentemente o amor a Deus e o amor ao próximo. Este é um dos trechos da homilia que Francisco pronuncio una Missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta.

O Papa se inspirou na primeira Leitura extraída do Livro de Isaías, em que o povo se lamenta a Deus por não ouvir seus jejuns. Para o Pontífice, é preciso distinguir entre “o formal e o real”. Ou seja, de que adianta jejuar, não comer carne, e depois brigar ou explorar os funcionários? Eis o motivo pelo qual Jesus condenou os fariseus, porque faziam “tantas observações exteriores, mas sem a verdade do coração”.

O amor a Deus e ao homem estão unidos

O jejum que Jesus quer, ao invés, é o que desfaz as cadeias injustas, liberta oprimidos, veste quem está nu, faz justiça. “Este é o verdadeiro jejum – reiterou o Papa – o jejum que não é somente exterior, uma lei externa, mas deve vir do coração”:

“E nas tábuas da lei há o preceito em relação a Deus, em relação ao próximo e os dois estão juntos. Eu não posso dizer: “Mas, não, eu cumpro os primeiros três mandamentos... e os outros mais ou menos”. Não, se não cumpre estes, não pode cumprir aqueles, e se cumpre este, deve cumprir aquele. Estão unidos: o amor a Deus e o amor ao próximo são uma unidade e se quiser fazer penitência, real e não formal, deve fazê-la diante de Deus e também com o seu irmão, com o próximo”.

Usar Deus para cobrir a injustiça

Pode-se ter tanta fé, prosseguiu, mas – como diz o Apóstolo Tiago – se “não realiza obras, é morta, para que serve?”. Assim, se alguém vai à Missa todos os domingos e comunga, pode-se perguntar: “E como é a sua relação com seus funcionários? Os paga de maneira irregular? Dá a eles um salário justo? Paga também as taxas para a aposentaria? Para a assistência de saúde?”. 

“Quantos homens e mulheres têm fé mas dividem as tábuas da lei: ‘Sim, eu faço isso... mas você dá esmolas? Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja. Ah, então tá... Mas na tua Igreja, na tua casa, com quem depende de você (filhos, avós, funcionários), você é generoso, é justo? Não se pode fazer ofertas à Igrejas e pelas costas, ser injusto com seus funcionários. Este é um pecado gravíssimo: usar Deus para cobrir a injustiça”. 

“E isto – retomou o Papa – é aquilo que o profeta Isaias, em nome do Senhor, nos explica”: “Não é um bom cristão quem não faz justiça com as pessoas que dependem dele”. E não é um bom cristão aquele que não se despoja de algo necessário para dar ao próximo, que precisa”.

O caminho da Quaresma é “este, é duplo: a Deus e ao próximo. É real, não simplesmente formal. Não é somente deixar de comer carne sexta-feira, fazer alguma coisinha e depois, deixar aumentar o egoísmo, a exploração do próximo, a ignorância dos pobres”.

“Alguns – contou o Papa – quando precisam se curar vão ao hospital, e por ter um plano de saúde, obtém a consulta rápido. “É uma coisa boa – comentou Francisco – agradeça ao Senhor. Mas, diga-me, você pensou naqueles que não têm esta facilidade e quando vão ao hospital devem esperar 6, 7, 8 horas para uma coisa urgente”. 

Na Quaresma, abramos espaço no coração para quem errou 

E existe quem, aqui em Roma, que pensa nisso na Quaresma “O que posso fazer pelas crianças, pelos idosos que não têm possibilidade de ter uma consulta com um médico?; que esperam horas e horas e depois têm que voltar uma semana depois?”. 

“Como será a tua Quaresma?, pergunta Francisco. “Graças a Deus tenho uma família que cumpre os mandamentos, não temos problemas...”. Mas nesta Quaresma – pergunta o Papa – em seu coração existe ainda lugar para quem não cumpriu os mandamentos? Que cometeram erros e estão encarcerados?”.

“Mas eu, com aquela gente não... Mas você não está preso: se não está no cárcere é porque o Senhor te ajudou a não cair. Em seu coração os presos têm um lugar? Você reza por eles, para que o Senhor lhes ajude a mudar de vida? Acompanha, Senhor, o nosso caminho quaresma, para que a observância exterior corresponda a uma profunda renovação espiritual. Assim rezamos; que o Senhor nos dê esta graça”. 

Fonte: Aleteia / Rádio Vaticana

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A Quaresma é um tempo de luta contra as insídias do demónio e desta luta nasce a conversão dos corações – disse o Papa Francisco durante o Angelus na Praça de São Pedro, no fim do qual o Papa fez distribuir aos presentes um pequeno subsídio para a reflexão pessoal na Quaresma. Além disso, o Papa anunciou que na próxima semana estará em retiro para viver os Exercícios espirituais.

Aos milhares de fiéis reunidos na Praça de S. Pedro para a oração mariana do Angelus o Papa Francisco falou antes de tudo da Quaresma iniciada na última quarta-feira, tempo litúrgico que se refere aos quarenta dias passados por Jesus no deserto após o seu baptismo no Jordão. Com palavras muito simples, disse Francisco, o Evangelista Marcos descreve a prova enfrentada voluntariamente por Jesus, antes de iniciar a sua missão messiânica, uma prova da qual o Senhor sai vitorioso e que o  prepara para anunciar o Evangelho do Reino de Deus. Ele, naqueles 40 dias de solidão, enfrentou Satanás "corpo a corpo", desmascarando as suas tentações, e o venceu, disse o Papa Francisco, explicando o sentido deste I domingo:

“A Igreja faz-nos recordar este mistério ao início da Quaresma, porque esse nos dá a perspectiva e o sentido deste tempo, que é tempo de combate espiritual contra o espírito do mal. E enquanto atravessamos o "deserto" quaresmal, mantemos o nosso olhar para a Páscoa, que é a vitória definitiva de Jesus contra o Maligno, contra o pecado e contra a morte. Eis pois o significado deste primeiro domingo da Quaresma: colocar-nos com determinação no caminho de Jesus, na estrada que conduz à vida”.

Esta estrada – prosseguiu o Papa – passa pelo deserto, e o deserto é o lugar onde se pode escutar a voz de Deus e a voz do tentador. No barulho e na confusão, reiterou, isto não se pode fazer; ouvem-se apenas vozes superficiais, ao passo que no deserto podemos descer em profundidade, onde se joga verdadeiramente o nosso destino, a vida ou a morte:

“E como escutamos a voz de Deus? Ouvimo-la na sua Palavra. E por isso é importante conhecer as Escrituras, porque senão nós não saberemos responder às insídias do maligno. E aqui gostaria de voltar ao meu conselho de cada um ler todos os dias Evangelho, meditá-lo um pouco, uns dez minutos, e também trazê-lo sempre connosco no bolso, ter o Evangelho na mão. O deserto quaresmal nos ajuda a dizer ‘não’ à mundanidade, aos "ídolos", ajuda-nos a fazer escolhas corajosas de acordo com o Evangelho e a reforçar a solidariedade para com os irmãos”.

E o Papa convidou a todos a entrar sem medo no deserto, pois não estamos sozinhos: estamos com Jesus, com o Pai e o Espírito Santo. E mais, como foi para Jesus, é mesmo o Espírito Santo que nos guia no caminho quaresmal, o mesmo Espírito que desceu sobre Jesus e que nos foi dado no Baptismo. A Quaresma é, portanto, disse ainda o Papa Francisco, um tempo privilegiado que nos deve levar a tomar cada vez mais consciência que o Espírito Santo que recebemos no Baptismo, operou e pode operar ainda hoje em nós e, no fim do caminho quaresmal, ou seja na Vigília Pascal, poderemos renovar com maior consciência a aliança baptismal e os compromissos que dela derivam.
E o Papa invocou a Virgem Santa, modelo de docilidade ao Espírito, para que ajude a todos a deixar-se guiar por Ele, que quer fazer de cada um de nós uma "nova criatura", tendo acrescentado:

“A ela confio em particular a semana de Exercícios Espirituais, que terá início esta tarde, e na qual vou participar juntamente com os meus colaboradores da Cúria Romana. Peço-vos que nos acompanheis com as vossas orações”.

Depois das ave-marias do Angelus e cordiais saudações às famílias, grupos paroquiais, associações e todos os peregrinos provenientes de Roma, da Itália e de diversas partes do mundo (e em particular os fiéis de Nápoles, Cosenza e Verona e os rapazes de Seregno vindos para a profissão da fé), o Papa fez um presente particular aos fiéis reunidos na Praça de S. Pedro, dizendo:

“A Quaresma é um caminho de conversão que tem como centro o coração. Por isso, neste primeiro domingo, pensei em dar-vos como presente a vós que estais aqui na praça, um pequeno livrinhos de bolso intitulado "Guarda o coração." Este livrinho reúne alguns ensinamentos de Jesus e os conteúdos essenciais da nossa fé, como por exemplo os sete sacramentos, os dons do Espírito Santo, os Dez Mandamentos, as virtudes, as obras de misericórdia ... Agora será distribuído pelos voluntários, entre os quais estão muitas pessoas sem-abrigo que vieram em peregrinação. Pegue um livrinho cada qual e levai-o convosco, como apoio para a conversão e o crescimento espiritual, que parte sempre do coração: lá onde se joga o jogo das escolhas quotidianas entre o bem e o mal, entre mundanidade e Evangelho, entre indiferença e partilha. A humanidade precisa de justiça e paz, e só poderá tê-las se se voltar com todo o coração para Deus, fonte de justiça e paz”.

O Papa terminou desejando bom domingo a todos e pedindo que não se esqueçam de rezar por ele e, como habitualmente, concluiu:
“Bom almoço e até logo!”

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus». Este texto extraído do Evangelho de S. Mateus é o tema da XXX Jornada Mundial da Juventude, celebrada em todas as dioceses no Domingo de Ramos (este ano aos 29 de março).

A mensagem foi divulgada nesta terça-feira (17/02), em que o Papa Francisco escolhe como guia as Bem-aventuranças evangélicas. Depois de refletir no ano passado sobre os pobres em espírito, este ano o Papa se dedica à sexta Bem-aventurança: felizes os puros de coração.

Em Cristo, ressalta o Pontífice, encontra-se a plena realização dos vossos sonhos de bondade e felicidade. Só Ele pode satisfazer as vossas expectativas tantas vezes desiludidas por falsas promessas mundanas. “Os nossos corações podem apegar-se a tesouros verdadeiros ou falsos, podem encontrar um repouso autêntico ou então adormentar-se tornando-se preguiçosos e entorpecidos. O bem mais precioso que podemos ter na vida é a nossa relação com Deus”, explica o Papa.

O período da juventude, prossegue, é aquele em que desabrocha a grande riqueza afetiva contida nos corações. Portanto, “não permitais que este valor precioso seja falsificado, destruído ou deturpado. Isto acontece quando, nas nossas relações, comparece a manipulação do próximo para os nossos objetivos egoístas, por vezes como mero objeto de prazer. O coração fica ferido e triste depois destas experiências negativas. Peço-vos que não tenhais medo dum amor verdadeiro, aquele que nos ensina Jesus”.

O Papa exorta os jovens a se rebelarem à tendência generalizada de banalizar o amor, sobretudo quando se procura reduzi-lo apenas ao aspecto sexual, desvinculando-o assim das suas características essenciais de beleza, comunhão, fidelidade e responsabilidade.
“Queridos jovens, na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é ‘curtir’ o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, ‘para sempre’, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso eu peço que vós sejais revolucionários, eu peço que possais ir contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório”, disse o Papa, citando o seu encontro com os voluntários da JMJ do Rio de Janeiro.

Para o Pontífice, os jovens devem descobrir que o Cristianismo não consiste numa série de proibições que sufocam a felicidade, mas num projeto de vida que pode fascinar os corações. Para isso, devem aceitar o convite do Senhor a encontrá-Lo. Há inúmeras maneiras de fazê-lo: rezando, lendo a Sagrada Escritura, mas também no rosto dos irmãos, especialmente os mais esquecidos: os pobres, os famintos, os sedentos, os forasteiros, os doentes, os presos.

O Papa Francisco falou ainda da vocação dos jovens: à vida consagrada, ao sacerdócio ou ao matrimônio. Formar uma família não está “fora de moda”, escreve o Papa. Pelo contrário, precisamente por este motivo, a comunidade eclesial está a viver um período especial de reflexão sobre a vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo.

O Pontífice então conclui: “A Jornada Mundial da Juventude deste ano conduz à última etapa do caminho de preparação para o próximo grande encontro mundial dos jovens em Cracóvia, no ano de 2016. Precisamente há trinta anos, São João Paulo II instituiu, na Igreja, as Jornadas Mundiais da Juventude. Esta peregrinação juvenil através de todos os Continentes foi verdadeiramente uma iniciativa providencial e profética. Juntos, damos graças ao Senhor pelos preciosos frutos que a mesma produziu na vida de tantos jovens por toda terra. O Santo Pontífice, Padroeiro das JMJ, interceda pela nossa peregrinação rumo à sua Cracóvia”. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Não há lugar no ministério para aqueles que abusam de menores: é quanto reafirma o Papa Francisco, em uma Carta aos Presidentes das Conferências Episcopais e aos Superiores dos Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica sobre a Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, que a partir de amanhã, 06, pela primeira vez reúne-se para sua sessão plenária no Vaticano. A Comissão foi criada pelo próprio Pontífice em março do ano passado, “com o objetivo de oferecer propostas e iniciativas orientadas a melhorar as regras e procedimentos para a proteção de todos menores e dos adultos vulneráveis”. O Papa chamou para fazer parte da mesma “personalidades altamente qualificadas e conhecidas pelo seu compromisso neste campo”.

Fazer todo o possível para erradicar da Igreja a chaga dos abusos

Na Carta, o Papa Francisco recorda o encontro emocionante, em julho do ano passado, com algumas pessoas que sofreram abusos sexuais por parte de sacerdotes: ali pôde experimentar pessoalmente “a intensidade de seus sofrimentos” e “a solidez de sua fé”. Isto - escreve - o “confirmou ainda mais na convicção de que devemos continuar a fazer todo o possível para erradicar da Igreja a chaga dos abusos sexuais contra menores e abrir um caminho de reconciliação e cura em favor daqueles que foram abusados”. Por essas razões, em dezembro passado acrescentou à Comissão alguns novos membros, representando as Igrejas particulares de todo o mundo.

A Igreja não poupa esforços para tutelar os menores

Neste contexto, o Papa acredita que “a Comissão poder ser um novo, válido e eficaz instrumento” para ajudar a “animar e promover o compromisso de toda a Igreja” “a implementar as ações necessárias para garantir a proteção dos menores e adultos vulneráveis e dar respostas de justiça e de misericórdia”. “As famílias - afirma - devem saber que a Igreja não poupa esforços para tutelar os seus filhos e que têm o direito de dirigir-se a ela com toda a confiança, porque é uma casa segura. Não poderá, portanto, ser dada prioridade a outro tipo de considerações, de qualquer natureza que sejam, como por exemplo o desejo de evitar o escândalo, pois não há absolutamente lugar no ministério para aqueles que abusam de menores”.

Verificação periódica da atuação das normas

É necessário também “vigiar com atenção - sublinha o Papa – para  que se dê plena atuação à Carta circular emitida pela Congregação para a Doutrina da Fé, em 3 de maio de 2011, para ajudar as Conferências Episcopais na preparação das orientações para o tratamento de casos de abuso sexual contra menores por parte de clérigos. É importante que as Conferências Episcopais possuam um instrumento para a revisão periódica das normas, bem como para a verificação do seu cumprimento. Ao bispo diocesano e aos superiores maiores cabe a responsabilidade de verificar que nas paróquias e nas outras instituições da Igreja seja garantida a segurança dos menores e dos adultos vulneráveis”.

Disponíveis ao encontro com as vítimas

Além disso, as Diocese e os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica “são exortadas a individuar programas de assistência pastoral, que poderão utilizar a contribuição de serviços psicológicos e espirituais. Os Pastores e os responsáveis das comunidades religiosas - é o convite do Papa Francisco – estejam disponíveis para o encontro com as vítimas e seus entes queridos: tratam-se de ocasiões preciosas para ouvir e para pedir perdão àqueles que sofreram muito”.

Plena colaboração

Por todos esses motivos, o Pontífice pede aos presidentes das Conferências Episcopais e aos superiores dos Institutos de Vida Consagrada “total colaboração e atenção à Comissão para a Tutela dos Menores”. O trabalho da Comissão - explica - inclui “a ajuda aos senhores e às suas Conferências, através do recíproco intercâmbio de “práxis virtuosas” e de programas de educação, formação e instrução no que diz respeito à resposta a ser dada aos abusos sexuais”.

Reparação das injustiças

“Que nos ajude Maria Santíssima, Mãe de ternura e misericórdia - conclui o Papa - a realizar com generosidade e rigor o nosso dever de reconhecer, com humildade e de reparar as injustiças do passado e a ser sempre fiel à tarefa de proteger aqueles que Jesus prefere”.

Fonte: Rádio Vaticana

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Hoje quero falar sobre o aspecto positivo e decisivo da figura do pai. Toda família precisa de um pai. Um pai que não se vanglorie de que o filho seja como ele, mas que se alegre de que o filho aprenda a retidão e a sensatez, que é o que conta na vida. Esta será a melhor herança que o pai poderá transmitir ao filho, e este pai se sentirá pleno de satisfação quando ver que o filho recebeu e aproveitou isso. Assim, o pai ensina o que o filho ainda não sabe, corrige os erros que ainda não vê, orienta o seu coração, protege no desânimo e na dificuldade.

Tudo isso com proximidade, com doçura e uma firmeza que não humilha. Para ser um bom pai, a primeira coisa é estar presente na família, compartilhar as alegrias e as tristezas com a esposa, acompanhar as crianças a medida que vão crescendo. O trecho bíblico do filho pródigo nos mostra o pai que espera à porta de casa o retorno do filho que se equivocou. Sabe esperar, sabe perdoar, sabe corrigir.

Também hoje os filhos, ao voltarem para casa com seus fracassos, precisam de um pai que os espere, os proteja, os dê ânimo e os ensine como seguir por uma boa estrada. Às vezes, terão que castiga-los. Mas sem jamais dar um tapa na cara. Muitas vezes os filhos não admitirão o fracasso, mas necessitam do pai. Como todos nós precisamos recorrer ao nosso único pai bom, como diz o Evangelho (Mc 10,18), o Pai nosso que está nos céus”.

Resumo da catequese do Papa Francisco na Audiência geral desta quarta-feira (04/02/15)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Papa Francisco telefonou ao Papa emérito Bento XVI para desejar-lhe Feliz Natal, informou nesta quarta-feira, 18, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi.

O telefonema foi feito pelo Papa Francisco nesta terça-feira. Tratou-se de uma conversa breve. Francisco e Bento XVI conversaram por alguns minutos e trocaram felicitações natalinas. 

Não foi a primeira vez que o Pontífice argentino contatou Joseph Ratzinger por telefone. No último dia 19 de março, Francisco ligou para felicitá-lo por seu onomástico e manifestou a gratidão sua e da Igreja por seu serviço, um mês depois de sua renúncia ao Pontificado. 

Desde a renúncia, no último dia 28 de fevereiro, e depois de dois meses de estadia no Palácio Pontifício de Castel Gandolfo (sul de Roma), o Papa emérito mora no mosteiro "Mater Ecclesiae", nos Jardins do Vaticano, a poucos metros da residência Santa Marta, onde está alojado o atual Pontífice. 

Fonte: Rádio Vaticana

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ao completar hoje, 17 de dezembro, 77 anos, o papa Francisco foi homenageado, pelo site do Vaticano (www.vatican.va) com um e-book, intitulado “A ternura de Deus... expressa-se nos sinais...”.

O álbum contém 32 fotografias e citações de Francisco, em diferentes contextos.  “Nunca sejais homens e mulheres tristes: um cristão não o pode ser jamais! Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo! A nossa alegria não nasce do fato de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no meio de nós”. Esta é uma das citações, que acompanham o álbum de fotografias digital do papa, pronunciada durante sua homilia, no dia 24 de março, na Praça de São Pedro, por ocasião da 28ª Jornada Mundial da Juventude. O e-book encontra-se disponível em diferentes idiomas.

Natural de Buenos Aires, Argentina, Jorge Mario Bergoglio ingressou na Companhia de Jesus em 1969, após abandonar seus estudos na área de Química. Em 1992, foi nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires. Em 1998, arcebispo de Buenos Aires. É autor dos livros “Meditações para religiosos” (1982), Reflexões sobre a vida apostólica” (1986) e “Reflexões de esperança” (1992). Foi presidente da Conferência Episcopal Argentina, de 2005 a 2011. No consistório de 21 de fevereiro de 2001, foi criado cardeal pelo beato João Paulo II.

Em 13 de março de 2013, foi eleito papa. Francisco é o primeiro papa da Congregação da Companhia de Jesus. Nestes nove meses de pontificado, entre outras ações,  visitou o Brasil para participar da Jornada Mundial da Juventude e lançou, recentemente, a exortação apostólica “A Alegria do Evangelho”.

quarta-feira, 27 de março de 2013

O brasão do Papa Francisco sofreu ligeiras modificações. A estrela, inicialmente com 5 pontas, passou a ter oito, em referência às oito bem-aventuranças. O nardo também mudou e o lema “Miserando atque eligendo” foi inserido em uma faixa branca com a parte de trás em vermelho. Permanece inalterado o emblema da Companhia de Jesus, no centro do brasão.

O Papa Francisco conservou seu brasão de bispo, ao qual acrescentou os símbolos da dignidade pontifícia e a mitra colocada entre as chaves de prata e ouro, entrelaçadas com um cordão vermelho.

Na parte alta do brasão se encontra o emblema da Companhia de Jesus: um sol radiante amarelo com as letras em vermelho ‘IHS’: “Jesus, Homem e Salvador”.

Sobre a letra H se encontra uma cruz, em ponta, e debaixo das letras IHS, sempre dentro do sol radiante, três cravos em preto. Na parte inferior do brasão, a sua direita, se encontra uma estrela e à esquerda a flor de nardo.

A estrela simboliza a Virgem Maria, mãe de Cristo e da Igreja, e a flor de nardo São José, padroeiro da Igreja universal. Na tradição espanhola, São José é representado por um ramo de nardos na mão.

Com este brasão, o Papa quis ressaltar sua particular devoção a Virgem e a São José. A flor de nardo, no desenho anterior, poderia em princípio ser confundida com um ramo de videira. Com a modificação do desenho, passou a ser mais fiel ao que seria um ramo de nardos.

O lema do pontificado, “Miserando atque eligendo” (“Olhou para ele com misericórdia e o escolheu”), foi retirado das homilias de São Beda, o Venerável, o qual, comentando o Evangelho de Mateus, escreveu “Vidit ergo Iesus publicanum et quia miserando atque eligendo vidit, ait illi Sequere me” (Viu Jesus a um publicano e como olhou para ele com sentimentos de amor o escolheu e disse: seque-me”.

Esta homilia é uma homenagem à misericórdia divina e é reproduzida na Liturgia das Horas de São Mateus. Ela tem um significado particular na vida e no caminho espiritual do Papa. De fato, na festa de São Mateus de 1953, o jovem Jorge Bergoglio experimentou de modo particular, aos 17 anos, a presença amorosa de Deus na sua vida. Após uma confissão, sentiu seu coração ser tocado por um ‘olhar de amor terno’, que o chamava à vida religiosa, à exemplo de Santo Inácio de Loyola.

Após ser eleito bispo, Dom Bergoglio, recordando tal acontecimento que marcou o início de sua total consagração a Deus, decidiu de escolher, como lema e programa de vida, a expressão de São Breda miserando atque eligendo, que foi reproduzida em seu próprio brasão de pontificado.

Quarta-feira é dia de o Papa tuitar. Assim como fazia Bento XVI, também Francisco publicou mensagens depois da Audiência Geral desta manhã.

Foram duas frases, que sintetizam sua catequese sobre a Semana Santa.

Em português, escreveu: “Permanecer com Jesus exige sair de si mesmo, de um modo cansado e rotineiro de viver a fé”.

E ainda: “Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus: a lógica do amor e do dom de si mesmo”.

terça-feira, 26 de março de 2013

A camiseta é uma edição única, que na parte frontal tem a bandeira argentina e o escudo com a auréola
O Papa Francisco recebeu a camiseta desenhada especialmente pelo time argentino Clube Atlético San Lorenzo de Almagro, do qual é sócio e "torcedor", com seu nome nas costas, coroado por uma auréola.

Conforme informou o clube esportivo argentino, a camiseta é uma edição única, que na parte frontal tem a bandeira argentina e o escudo com a auréola.

Faz alguns dias, ao anunciar a confecção do objeto, San Lorenzo explicou que "a repercussão que teve no mundo a nomeação do ex-arcebispo da Cidade de Buenos Aires como líder máximo da religião católica fez que em poucos dias San Lorenzo e Lotto fabricassem em conjunto um desenho especial".

Em uma missiva dirigida ao Santo Padre, o clube San Lorenzo manifestou-lhe que "para nós não é um Papa a mais, tampouco o primeiro ‘Papa argentino’ ou latino-americano ou o primeiro Papa Jesuíta, é o ‘Papa de São Lorenzo’ ou, em linguagem bem torcedora de futebol, nosso primeiro ‘Papa Corvo (como se conhece popularmente o clube na Argentina)’".

No último dia 16 de março, a equipe jogou com uma camiseta especial que tinha uma foto do Papa Francisco no peito. Nessa partida, San Lorenzo casualmente conseguiu ganhar por um a zero ao também argentino Colón de Santa Fe.

Fonte: Portal Ecclesia
Novas experiências científicas realizadas na Universidade de Pádua, confirmam que o Sudário data do primeiro século da era cristã. Os dados aparecem no livro “O mistério do Sudário”, de autoria do professor Giulio Fanti e do jornalista Saverio Gaeta que será lançado nesta quarta-feira, 27.

As pesquisas do professor apresentam recentes investigações que breve serão publicadas e que estarão sujeitas à análise e julgamento de uma comissão científica. Estes estudos na área de química e mecânica foram realiados com ráios infra-vermelhos e outros depositivos avançados.

Um deles foi uma análise de multi-paramétrico mecânico baseado em cinco diferentes parâmetros mecânicos que estão relacionados com a tensão do tecido. Para realizar este estudo das fibras do Sudário foi usado uma máquina de ensaio de tração capaz de avaliar fibras extremamente pequenas. Foram analisadas 20 amostras de tecido que confirmaram que a antiguidade de 3000 está equivocada e apresentam como data possível ano 2000, depois de Cristo.

De acordo com a matéria publicada no boletim “Vatican Inside”, do jornal italiano “La Stampa”, cientistas de diferentes centros de estudos da Itália participaram da análise e concordam em afirmar que o Sudário tem uma antiguidade que coincide com a tradição que o rodeia.

As investigações apresentadas no livro de Fanti e Gaeta indicam resultados que superam as analises anteriores, segundo os autores, com bases nos experimentos. Assim, de acordo com a análise de FT-IR, o tecido é entre 300 - 400 aC, com a análise de Raman estima-se a data de 200 aC - 500 aC, e finalmente, segundo a análise de multi-paramétrico mecânica, apresentaria como resultados simples a data de 33 aC à 250 anos, portanto, na margem do que a tradição referente ao Sudário apresenta.

domingo, 24 de março de 2013

Abraçada com amor, a cruz de Cristo nunca leva
à tristeza, mas à alegria, à alegria de sermos
salvos e de realizarmos um bocadinho daquilo que Ele
fez no dia da sua morte.

Apresentamos a homilia do Santo Padre Francisco na Celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor.

1.  Jesus entra em Jerusalém. A multidão dos discípulos acompanha-O em festa, os mantos são estendidos diante d’Ele, fala-se dos prodígios que realizou, ergue-se um grito de louvor: «Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!» (Lc 19, 38).

Multidão, festa, louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus despertou tantas esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo. Soube compreender as misérias humanas, mostrou o rosto misericordioso de Deus e inclinou-Se para curar o corpo e a alma.

Assim é Jesus. Assim é o seu coração, que nos vê a todos, que vê as nossas enfermidades, os nossos pecados. Grande é o amor de Jesus! E entra em Jerusalém assim com este amor que nos vê a todos. É um espectáculo lindo: cheio de luz – a luz do amor de Jesus, do amor do seu coração –, de alegria, de festa.

No início da Missa, também nós o reproduzimos. Agitámos os nossos ramos de palmeira. Também nós acolhemos Jesus; também nós manifestamos a alegria de O acompanhar, de O sentir perto de nós, presente em nós e no nosso meio, como um amigo, como um irmão, mas também como rei, isto é, como farol luminoso da nossa vida. Jesus é Deus, mas desceu a caminhar connosco como nosso amigo, como nosso irmão; e aqui nos ilumina ao longo do caminho. E assim hoje O acolhemos. E aqui temos a primeira palavra que vos queria dizer: alegria! Nunca sejais homens emulheres tristes: um cristão não o pode ser jamais! Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo! A nossa alegria não nasce do facto de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no meio de nós; nasce do facto de sabermos que, com Ele, nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis… e há tantos! 

E nestes momentos vem o inimigo, vem o diabo, muitas vezes disfarçado de anjo, e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não o escuteis! Sigamos Jesus! Nós acompanhamos, seguimos Jesus, mas sobretudo sabemos que Ele nos acompanha e nos carrega aos seus ombros: aqui está a nossa alegria, a esperança que devemos levar a este nosso mundo. E, por favor, não deixeis que vos roubem a esperança! Não deixeis roubar a esperança… aquela que nos dá Jesus!

2. Segunda palavra. Para que entra Jesus em Jerusalém? Ou talvez melhor: Como entra Jesus em Jerusalém? A multidão aclama-O como Rei. E Ele não Se opõe, não a manda calar (cf. Lc 19, 39-40). Mas, que tipo de Rei seria Jesus? Vejamo-Lo… Monta um jumentinho, não tem uma corte como séquito, nem está rodeado de um exército como símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes, simples, que possuem um sentido para ver em Jesus algo mais; têm o sentido da fé que diz: Este é o Salvador. Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura  (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objecto de ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. 

E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz! Vem-me à mente aquilo que Bento XVI dizia aos Cardeais: Vós sois príncipes, mas de um Rei crucificado. Tal é o trono de Jesus. Jesus toma-o sobre Si… Porquê a Cruz? Porque Jesus toma sobre Si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, incluindo o nosso pecado, o pecado de todos nós, e lava-o; lava-o com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus. Olhemos ao nosso redor… Tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade: guerras, violências, conflitos económicos que atingem quem é mais fraco, sede de dinheiro, que depois ninguém pode levar consigo, terá de o deixar. A minha avó dizia-nos (éramos nós meninos): a mortalha não tem bolsos. 

Amor ao dinheiro, poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E também – como bem o sabe e conhece cada um de nós-os nossos pecados pessoais: as faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação inteira. E na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição. Este é o bem que Jesus realiza por todos nós sobre o trono da Cruz. Abraçada com amor, a cruz de Cristo nunca leva à tristeza, mas à alegria, à alegria de sermos salvos e de realizarmos um bocadinho daquilo que Ele fez no dia da sua morte.

3. Hoje, nesta Praça, há tantos jovens. Desde há 28 anos que o Domingo de Ramos é a Jornada da Juventude! E aqui aparece a terceira palavra: jovens! Queridos jovens, vi-vos quando entráveis em procissão; imagino-vos fazendo festa ao redor de Jesus, agitando os ramos de oliveira; imagino-vos gritando o seu nome e expressando a vossa alegria por estardes com Ele! Vós tendes um parte importante na festa da fé! Vós trazeis-nos a alegria da fé e dizeis-nos que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! 

Com Cristo, o coração nunca envelhece. Entretanto todos sabemos – e bem o sabeis vós – que o Rei que seguimos e nos acompanha, é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz; antes, abraçai-la, porque compreendestes que é no dom de si, no dom de si, no sair de si mesmo, que se alcança a verdadeira alegria e que com o amor de Deus Ele venceu o mal. Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo. Levai-la, correspondendo ao convite de Jesus: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano. Levai-la para dizer a todos que, na cruz, Jesus abateu o muro da inimizade, que separa os homens e os povos, e trouxe a reconciliação e a paz. 

Queridos amigos, na esteira do Beato João Paulo II e de Bento XVI, também eu, desde hoje, me ponho a caminho convosco. Já estamos perto da próxima etapa desta grande peregrinação da Cruz. Olho com alegria para o próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro. Vinde! Encontramo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Os jovens devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom andar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus às periferias do mundo e da existência. Três palavras: alegria, cruz, jovens.

Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida. Assim seja.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Esquivel concedeu uma coletiva de imprensa na qual reiterou que são totalmente falsas as acusações contra o
então provincial dos Jesuítas, Bergoglio,

O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta quinta-feira, 21, no Vaticano, o ativista argentino pelos direitos humanos Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz 1980 por sua destemida oposição à ditadura em seu país.

Após o encontro, Esquivel concedeu uma coletiva de imprensa na qual reiterou que são totalmente falsas as acusações contra o então provincial dos Jesuítas, Bergoglio, no tempo do ditador Videla.

“A sua eleição – disse Esquivel – foi acolhida com grande alegria por todos os argentinos e representa um desafio para o mundo. O Papa Francisco reiterou-me com muita clareza que é importante se chegar à verdade e à justiça em relação aos crimes cometidos na Argentina”, afirmou o Nobel da Paz.

Pérez Esquivel definiu o encontro como muito emocionante e acrescentou ter visto o Papa Francisco seguro e decidido a levar adiante o seu caminho apostólico.

quinta-feira, 21 de março de 2013


Que sejam os pobres as figuras centrais da Missa ‘in coena Domini’, que Papa Francisco celebrará na Quinta-feira Santa, 28 de março.

Foi o próprio Papa Francisco que pediu à Cáritas da Diocese de Roma para distribuir os bilhetes de ingresso entre as pessoas pobres, assistidas pela Diocese.

A Prefeitura da Casa Pontifícia já havia distribuído nos dias passados cerca de 1.300 bilhetes em resposta aos pedidos feitos. Bilhetes que não serão retirados, além de outros 3 mil, permanecem à disposição da Cáritas diocesana e serão distribuídos entre as pessoas pobres, num trabalho em colaboração com a Comunidade de Santo Egídio e com outras organizações de voluntários.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dilma foi a primeira chefe de Estado recebida por Francisco
A presidente Dilma Rousseff foi recebida na manhã desta quarta-feira, 20 de março, no Vaticano, pelo Papa Francisco, durante uma audiência particular. No dia de ontem, terça-feira, falando aos jornalistas a presidente afirmou que a Jornada Mundial da Juventude seria o “tema central” do encontro com o Papa Francisco.

“A Jornada – disse a Presidente -, vai atrair para o Brasil milhares de jovens católicos, que serão muito bem recebidos, como a gente sempre faz”, acrescentou. A visita ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude, em julho, deverá ser a primeira grande viagem do Papa Francisco.

O papa Francisco disse à presidente Dilma Rousseff que é necessário empenho conjunto para combater as drogas e reforçar os valores e os princípios para a juventude. Dilma foi a primeira chefe de Estado recebida por Francisco, depois da cerimônia que marcou ontem (19) o início do seu pontificado. Na conversa, o papa lembrou que a construção do futuro depende da juventude.

“[O papa] falou sobre a importância da juventude na construção do futuro da humanidade e que a Igreja [Católica], como uma instituição secular, tem no jovem um foco muito grande”, disse a presidente, após o encontro com o papa, no Vaticano.

Dilma disse que Francisco ressaltou que é fundamental, para o combate às drogas, reforçar valores e princípios. “Conversamos sobre a questão das drogas e do crack, o reforço de valores, princípios e símbolos para a juventude”, destacou.

A presidente acrescentou que o papa confirmou que participará da Jornada Mundial da Juventude, nos dias 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. “Ele [o papa] disse que espera uma presença grande dos jovens [durante a jornada]”, contou ela. Segundo Dilma, o papa disse que pretende, depois da jornada, visitar Aparecida (SP) – onde está o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

“Ele [o papa] disse que vai a Aparecida, depois [da jornada]. Ele até me lembrou que, em 2007, esteve em Aparecida, e me deu um livro do que eles [os bispos latino-americanos] fizeram em 2007”, contou a presidente, lembrando da recomendação de Francisco de que ela “não leia o livro todo”.

“'Você não precisa ler tudo porque você pode se aborrecer, então você pega o índice e vai nos assuntos que te interessa', ele me disse”, contou Dilma, entre sorrisos, demonstrando o bom humor de Francisco.

A presidente se disse impressionada como o papa se comporta como uma pessoa normal. “Ele [Francisco] é o primeiro muitas coisas: é o primeiro Francisco, primeiro jesuíta, primeiro latino-americano e primeiro argentino”, acrescentou Dilma, informando que percebeu bastante entusiasmo no papa.

A Rádio Vaticano informou que o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, ficou feliz ao receber a notícia. Porém, ainda não há maiores detalhes sobre esse acréscimo no roteiro da visita do Santo Padre ao país. “É uma notícia que me enche de alegria. Os devotos de Nossa Senhora Aparecida, em todo o Brasil, também devem estar transbordando de alegria”, disse dom Damasceno.
 
Fonte: CNBB

terça-feira, 19 de março de 2013

Dilma ressaltou que Papa Francisco “tem um papel importante a cumprir”.
Após participar na manhã desta terça-feira, 19 de março, da missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco, a Presidente da República Dilma Roussef cumprimentou o Santo Padre e conversou por alguns minutos com ele, dentro da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Antes do encontro, a presidente disse que sua intenção era falar sobre o combate à pobreza e à fome. E está marcado um encontro dos dois líderes nesta quarta-feira, às 11h de Roma, (7h de Brasília).

Dilma elogiou o empenho do Papa em dar prioridade aos pobres, mas pediu que ele compreenda as “opções diferenciadas” no mundo. Ela ressaltou ontem que Francisco “tem um papel importante a cumprir”.

Na homilia, o papa apelou aos líderes políticos para que sejam responsáveis. Francisco usou as expressões “por favor” e “pedir” ao se dirigir aos líderes para que assumam o papel de “guardiões”, afastando os riscos de destruição e morte do mundo. “Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos 'guardiões' da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”, disse Francisco.

Pelo menos 132 países enviaram delegações. Dilma participou da missa acompanhada por uma comitiva de ministros e assessores. De acordo com a Santa Sé, também estavam presentes 32 líderes de distintas religiões.

Fonte: CNBB
O incenso brasileiro passou a fazer parte nas celebrações pontifícias a partir da viagem do então Papa Bento XVI ao Brasil
As milhares de pessoas que acompanharam a Missa de inauguração do Pontificado do Papa Francisco na manhã desta terça-feira (19), desconhecem que o incenso utilizado na celebração é brasileiro.

Desde 2008, um produtor de incenso litúrgico do interior de São Paulo fornece o incenso utilizado nas celebrações Pontifícias, quer no Vaticano quer nas viagem do Papa. O Vaticano compra cerca de 16 kg/ano deste incenso, que é exportado do Brasil numa caixa contendo 32 pequenas caixas de 500 gr. A cada celebração é usada 1 ou 2 colheres de chá em cada incensação, 2 a 3 vezes durante a missa.

O incenso brasileiro passou a fazer parte nas celebrações pontifícias a partir da viagem do então Papa Bento XVI ao Brasil em 2007, para a abertura da Conferência de Aparecida e a canonização de Frei Galvão.

Incenso Litúrgico: conheça seu significado e como é produzido

Uma das mais antigas formas de purificação, a incensação faz parte de várias tradições religiosas - do cristianismo ao hinduísmo, dos índios americanos aos monges budistas do Tibet, dos mulçumanos aos africanos. Mais do que uma adorável fragrância, esses incensos continuam tendo um extraordinário valor simbólico pelo seu histórico uso filosófico-espiritual. Nas celebrações Litúrgicas, o uso do incenso é simples, sendo queimado no turíbulo, mas seusimbolismo é complexo.

O subir em direção ao alto, na Bíblia, é visto como uma imagem da oração do fiel que se eleva aos céus, o lugar simbólico de Deus, ou, da oração dos santos que se eleva em direção ao trono de Deus. Incensar, assim, é a oração, o louvor, a súplica apresentada ao Altíssimo pelo seu povo que se confia a Ele totalmente.

O incenso também é usado como expressão de honra e de adoração (MT 2,2), ou seja, como reconhecimento da presença de Deus naquilo ou em quem se incensa, como por exemplo, o sacerdote, o livro da Palavra, o altar na Celebração Eucarística, mas também a assembléia reunida, verdadeira imagem da Igreja onde está presente seu Chefe e Senhor.

O fato de que esta “fumaça que sobe” tem um aroma, é interpretado na Escritura como ‘um sacrifício agradável a Deus’ (LV 2,1-2). O Novo Testamento identifica com a vida dos fiéis este ‘sacrifício agradável e perfumado’ (2Cor 2,15).

Sob esta ótica, o incenso é utilizado como expressão da aceitação de Deus das ofertas e sacrifícios, mas, sobretudo na atitude de oferta de si mesmo a Deus, à imitação do seu Senhor e Mestre. Na Celebração Eucarística, isto é bem visível no uso do incenso no momento da apresentação doas ofertas.

Em algumas ocasiões, o incenso pode assumir a conotação de purificação e expiação (Nm 17,12). Assim como o bom aroma afasta o mau-odor, o incenso pode indicar o afastamento do maligno daquilo que se é incensado. Neste sentido, o uso do incenso pode ser entendido no sentido de bendizer, especialmente se acontece durante o gesto de fazer o sinal da cruz.

O incenso é produzido em regiões com forte tradição em incensos de resina, como o Oriente Médio, Norte da África e Itália. Durante mais de cinco mil anos esta foi uma das mais caras substâncias no mundo civilizado, equiparado ao ouro e presente de reis. Era objeto de cobiça de grandes culturas, como a chinesa, da Ásia Menor e da Mediterrânea. O apogeu do comércio de incensos de resina foi no Império Romano, no primeiro século a.C.. O imperador Nero queimava toneladas em cerimônias religiosas.